Páginas

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quem adoece primeiro:O corpo ou a alma?

REcebi este texto da minha amiga querida, Lenir, e divido com vocês.  Vale a pena perder um tempinho e ler com calma.É uma entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética. 10 de março de 2009.

"Quem adoece primeiro: O corpo ou a alma?

A alma não pode adecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende.

Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.

A Saúde e as Emoções
Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?

70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.

Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?

De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?

A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.
Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?

A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?

Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contrato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?

A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo. Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?

Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração.

Que difícil!

Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básicas são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?

Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?

Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que creem que adoecer é fracassar. O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida. Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.

Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústica?

Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias, ou buscando um príncipe azul fora. Só passa a angústia quando entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no “deveria ser”, e não somos nem uma coisa nem outra.  O estresse é outro dos males de nossa época. O estresse vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém.
O estresse destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom estresse é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência.

O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?

A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.

O que é para você a felicidade?

É a essência da vida.É o próprio sentido da vida. Encarnamos para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência.

Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?

Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter.
Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade.
E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?

Temos três ilusões enormes que nos confundem.
Primeiro cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo, cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência. Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
A terceira ilusão é o poder; cremos ter o poder infinito de viver.

E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso?

O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora.
O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há deslocamento, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia.
Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco. Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama.
Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutose já te queimas o dedo. Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor.

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?

Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre.
Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração.
Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é : amar-se a si mesmo e ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás te apegando,estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações. "

Cordiais saudações.

Para pensar: A doença e a simbologia...

A doença e a simbologia...

O diabetes invade quando a solidão dói...
A pressão sobe quando o medo aprisiona...
O peito aperta quando o orgulho escraviza...
O coração enfarta quando chega a ingratidão...
O resfriado escorre quando o corpo não chora...
O corpo engorda quando a insatisfação aperta...
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam...
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas...
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair...
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza...
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável...
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar...
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições...
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade...

Preste atenção...

O plantio é livre, a colheita, obrigatória ...
Preste atenção no que você está plantando, pois será a mesma coisa que irá
colher...

REcebi por email e achei interessante compartilhar

Apenas folhas caídas ou....

Onde estará WallyArteira???
Bem, eles cortam os galhos e eu brinco, me escondo, faço a maior festa. Sou a dona do quintal!!!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Casinha pequenina

Tu não te lembras da casinha pequenina
Onde o nosso amor nasceu
Tinha um coqueiro do lado,
Que  coitado, de saudades
Já morreu...

Estava indo dar aulas quando vi essa casinha e parei para fotografar. Na hora a música veio à minha lembrança! Essa modinha faz parte do folclore popular e não se conhece o autor. Para mim tem muito significado, porque lembro-me do meu pai cantando-a na cozinha de nossa casa enquanto picava o fumo de rolo para  fazer o cigarro de palha. REcordações do século passado...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

Sábias palavras: O que fiz hoje pelos outros?

De Martin Luther King

"Cada dia é o dia do julgamento, e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida.


A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo.


Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é:


O que fiz hoje pelos outros?"

domingo, 1 de agosto de 2010

A sacola plástica e o ovo. E os ovos???

Sempre que faço compras na quitanda ao lado da minha casa, eu levo tudo nas mãos, sem sacola plástica. No açougue, só uso o saquinho da carne, recuso a sacola também. Eles já sabem que estou fazendo a minha parte . E as sacolas, que somos obrigados a trazer quando as compras são em outros lugares, eu dôo para eles. Dia desses, eu o o dono da quitanda ficamos conversando sobre isso: como vai ser pra carregar as compras? Há várias soluções, mas meu papo hoje aqui é outro. Começamos a lembrar como eram as compras antigamente. Não fazíamos compras de mês como hoje se faz e nem havia tantos enlatados. Aliás, eu me lembro das latas de óleo (que púnhamos alça e servia de bule), de banha, de goiabada e de extrato de tomate. Isso porque leite condensado e creme de leite nem entravam na nossa casa. Eram produtos caros demais. Aliás, eram meu sonho de consumo. Uma vez, no armazem do seu Sílvio (eu já estava casada) houve uma promoção( acho que o armazem ia fechar)  e o preço do leite condensado estava lá embaixo. Nossa, não fazem idéia da minha alegria, da satisfação no meu rosto, quando comprei algumas latas de leite condensado. Realizei parte dos meus desejos com aquela compra! Mas voltemos à sacola plástica.  Eu e o dono da quitanda continuamos com nossas recordações: as compras eram embrulhadas num papel grosso e amarradas com barbante (lembro-me direitinho de ver o Zé da venda fazendo isso)). Quando a família era muito grande e, no caso da minha casa, que tembém  era uma pensão, o arroz, o feijão e a batata eram comprados em sacos de 20 kg ou mais.Conversa vai, risadas vêm,  aí pensamos: e os ovos? Como eram embrulhados? Muitas vezes embalados em jornal, e ele se lembrou também das cestinhas de arame (como a da foto) ou de bambu que levávamos pra trazer os ovos. De repente me dei conta: raramente comprávamos ovos, tínhamos galinheiro em casa. E chiqueiro de porco também. Algumas verduras na horta,  pés de frutas, o básico para nossa alimentação estava ali. Que maravilha era aquela vida!!! Sem sacolas plásticas, sem agrotóxicos, sem comida enlatada... Hummm...Mas eu me recordo de quando vi uma lata de feijoada pela primeira vez: fiquei embasbacada. Nem sei como ela foi parar lá em casa. Ah...acho que foi o Chico que trouxe . O sabor era maravilhoso, claro. Hoje eu não teria coragem de comer, mas naquela época foi uma novidade. E tudo tinha sabor especial porque era inacessível para nós, mas o que a gente gostava mesmo era do arroz com feijão, uma carne e batata frita. Ah...e pastel ! Mamãe fazia massa de pastel em casa, numa bacia grande de alumínio. Nós tínhamos o cilindro pra abrir a massa e era muito gostoso fazer isso, ir passando a massa várias vezes até ela ficar fininha, depois rechear, cortar, fritar e ...comerrrrrrrrrrrrrr!!! Claro, tudo isso sem citar o dia em que o meu outro irmão danado, moeu a beirada da minha mão nas roscas do cilindro...Fiquei com a marca na mão durante anos e com vontade de esganar o danado durante um bom tempo... 1 dia ou 2 dias... Porque havia tantas outras coisas boas acontecendo, que a gente se esquecia esses detalhes rapidinho. E hoje, eles são lembrados com uma saudade tão grande, que é doloroso até escrever. Nossa vida era difícil, mas nosso universo era tão imenso, que as experiências que tivemos quando crianças norteiam nossos passos até hoje e as lembranças nos fazem ainda mais felizes. Mas...E a sacola plástica, hem??? Como vamos nos adaptar sem elas (idéias aqui)??? Ah... eu já estou fazendo as ecobags para vender, claro. Espero que elas solucionem parte do problema .E o Planeta agradece! E você????