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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Natureza democrática

Temos muito a aprender com os animais e com a natureza, se soubermos observar tudo a nossa volta. Se um cão passa por outro na rua, raramente se ignoram. Cheiram-se, rosnam, rodeiam, até brigam, mas não se ignoram. Eles se reconhecem como seres da mesma espécie, o que não acontece com os seres humanos. Muitas vezes entramos no elevador e nem trocamos um bom dia com quem encontramos. Cruzamos , diariamente, com pessoas que nem percebemos (propositalmente???) É a vida, como canta Gonzaguinha ....
E a natureza, que embeleza todos os lugares, sem distinção? Pois é, dia desses, estava observando o meu abacateiro, vi algumas flores de buganvílea bem no alto dele e fui ver se tinha mais flores em volta. Nada... ela cresceu e se derramou toda no muro do vizinho. Aí pensei em como a natureza é democrática: eu já tenho um pé de buganvílea, no outro lado do quintal, poderia , então , dividir o colorido das flores com outras pessoas... As flores decidiram e fizeram da melhor forma e estamos todos contentes por poder apreciar um colorido tão intenso.
No alto do meu abacateiro:
No muro do vizinho:

Um comentário:

Armando Maynard disse...

Prezada Verônica, essa é minha reflexão, depois do seu alerta. A natureza é bela, generosa, solidária, parceira, amiga, companheira e gentil. Tão diversificada, esbelta, grandiosa, forte e poderosa, mas sempre preocupada em dividir toda sua riqueza, com todos os habitantes deste planeta Terra. Mas o ganancioso e predador bicho homem, não tem sabido retribuir a altura, só querendo usufruir. O mesmo vai tirando sem medida, suas dádivas em formas de recursos naturais, mais do que lhe é permitido, para alimentar a sanha mercantilista e consumista de necessidades criadas, pelo sistema capitalista selvagem, estragando cada vez mais a única casa conhecida por nós até hoje. Isso tudo fez com que ela nos últimos anos, tenha perdido a paciência e se rebelado, passando a ficar brava e violenta, procurando se vingar com vendavais, ciclones e chuvas intensas fora do normal. A continuar assim, ela terminará por nos expulsar, fazendo com que tenhamos de procurar, outro planeta para morar. Um abraço, Armando.