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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Política ou politicalha ?

Em vésperas de eleição, vale registrar aqui excelentes textos sobre o assunto e refletirmos sobre o que estamos presenciando hoje:

Rui Barbosa-Política e politicalha - Escrito no século passado (1917)e super atual.

A política afina o espírito humano, educa os povos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, cria, apura, eleva o merecimento.
Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, entre nós se deu a alcunha de politicagem. Esta palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvida de que rima bem com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor de expressão que os seus consoantes.
Quem lhe dará o batismo adequado?
Politiquice?
Politiquismo?
Politicaria?
Politicalha?
Neste último, sim, o sufixo pejorativo queima como ferrete, e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa.
Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis.
A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou um conjunto de funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.
Trechos escolhidos de Rui Barbosa.Edições de Ouro: Rio de Janeiro, 1964.

Bertold Brecht - O Analfabeto político (não encontrei o ano em que foi escrito, mas nem precisa, o texto é , também, super atual)

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais


Reverndo Luiz Carlos Porto - trecho do texto "Política e politicagem", de 2007

Política é amar pessoas compromissadamente; politicagem é usar pessoas descaradamente; Política é uma missão totalmente divina; politicagem é uma prática genuinamente satânica; Política implica em respeitar, preservar e defender as instituições para que elas alcancem seus objetivos de promover as pessoas; Politicagem implica em manipular as instituições para que sirvam a objetivos corporativos e pessoais; Política é a arte de estabelecer fundamentos para o futuro a fim deque a próxima geração seja beneficiada, celebrando com gratidão a memória dos estadistas do passado; politicagem é o legado imoral recebido por filhos que dizem sem constrangimento: “estamos curtindo o que nossos pais roubaram do povo no passado”.

Ainda dá tempo de avaliar bem o voto! Não percamos o nosso direito de cidadão, que tem no voto o poder de mudar o mundo se quiser.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Estrada Barra do Piraí-Valença

Este é o nosso verdadeiro caminho da roça. E é um prazer enorme quando voltamos de viagem e sentimos o ar mais fresco já na estrada. Significa a volta ao lar.  

sábado, 4 de setembro de 2010

Aceita um pedacinho???

Simplesmente deliciosa. Quer experimentar? Tem de morar em Valença/RJ e ligar para a Parma Pizzaria, claro!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quem adoece primeiro:O corpo ou a alma?

REcebi este texto da minha amiga querida, Lenir, e divido com vocês.  Vale a pena perder um tempinho e ler com calma.É uma entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética. 10 de março de 2009.

"Quem adoece primeiro: O corpo ou a alma?

A alma não pode adecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende.

Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.

A Saúde e as Emoções
Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?

70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.

Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?

De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?

A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.
Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?

A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?

Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contrato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?

A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo. Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?

Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração.

Que difícil!

Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básicas são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?

Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?

Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que creem que adoecer é fracassar. O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida. Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.

Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústica?

Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias, ou buscando um príncipe azul fora. Só passa a angústia quando entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no “deveria ser”, e não somos nem uma coisa nem outra.  O estresse é outro dos males de nossa época. O estresse vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém.
O estresse destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom estresse é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência.

O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?

A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.

O que é para você a felicidade?

É a essência da vida.É o próprio sentido da vida. Encarnamos para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência.

Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?

Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter.
Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade.
E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?

Temos três ilusões enormes que nos confundem.
Primeiro cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo, cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência. Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
A terceira ilusão é o poder; cremos ter o poder infinito de viver.

E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso?

O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora.
O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há deslocamento, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia.
Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco. Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama.
Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutose já te queimas o dedo. Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor.

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?

Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre.
Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração.
Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é : amar-se a si mesmo e ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás te apegando,estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações. "

Cordiais saudações.

Para pensar: A doença e a simbologia...

A doença e a simbologia...

O diabetes invade quando a solidão dói...
A pressão sobe quando o medo aprisiona...
O peito aperta quando o orgulho escraviza...
O coração enfarta quando chega a ingratidão...
O resfriado escorre quando o corpo não chora...
O corpo engorda quando a insatisfação aperta...
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam...
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas...
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair...
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza...
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável...
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar...
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições...
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade...

Preste atenção...

O plantio é livre, a colheita, obrigatória ...
Preste atenção no que você está plantando, pois será a mesma coisa que irá
colher...

REcebi por email e achei interessante compartilhar

Apenas folhas caídas ou....

Onde estará WallyArteira???
Bem, eles cortam os galhos e eu brinco, me escondo, faço a maior festa. Sou a dona do quintal!!!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Casinha pequenina

Tu não te lembras da casinha pequenina
Onde o nosso amor nasceu
Tinha um coqueiro do lado,
Que  coitado, de saudades
Já morreu...

Estava indo dar aulas quando vi essa casinha e parei para fotografar. Na hora a música veio à minha lembrança! Essa modinha faz parte do folclore popular e não se conhece o autor. Para mim tem muito significado, porque lembro-me do meu pai cantando-a na cozinha de nossa casa enquanto picava o fumo de rolo para  fazer o cigarro de palha. REcordações do século passado...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

Sábias palavras: O que fiz hoje pelos outros?

De Martin Luther King

"Cada dia é o dia do julgamento, e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida.


A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo.


Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é:


O que fiz hoje pelos outros?"

domingo, 1 de agosto de 2010

A sacola plástica e o ovo. E os ovos???

Sempre que faço compras na quitanda ao lado da minha casa, eu levo tudo nas mãos, sem sacola plástica. No açougue, só uso o saquinho da carne, recuso a sacola também. Eles já sabem que estou fazendo a minha parte . E as sacolas, que somos obrigados a trazer quando as compras são em outros lugares, eu dôo para eles. Dia desses, eu o o dono da quitanda ficamos conversando sobre isso: como vai ser pra carregar as compras? Há várias soluções, mas meu papo hoje aqui é outro. Começamos a lembrar como eram as compras antigamente. Não fazíamos compras de mês como hoje se faz e nem havia tantos enlatados. Aliás, eu me lembro das latas de óleo (que púnhamos alça e servia de bule), de banha, de goiabada e de extrato de tomate. Isso porque leite condensado e creme de leite nem entravam na nossa casa. Eram produtos caros demais. Aliás, eram meu sonho de consumo. Uma vez, no armazem do seu Sílvio (eu já estava casada) houve uma promoção( acho que o armazem ia fechar)  e o preço do leite condensado estava lá embaixo. Nossa, não fazem idéia da minha alegria, da satisfação no meu rosto, quando comprei algumas latas de leite condensado. Realizei parte dos meus desejos com aquela compra! Mas voltemos à sacola plástica.  Eu e o dono da quitanda continuamos com nossas recordações: as compras eram embrulhadas num papel grosso e amarradas com barbante (lembro-me direitinho de ver o Zé da venda fazendo isso)). Quando a família era muito grande e, no caso da minha casa, que tembém  era uma pensão, o arroz, o feijão e a batata eram comprados em sacos de 20 kg ou mais.Conversa vai, risadas vêm,  aí pensamos: e os ovos? Como eram embrulhados? Muitas vezes embalados em jornal, e ele se lembrou também das cestinhas de arame (como a da foto) ou de bambu que levávamos pra trazer os ovos. De repente me dei conta: raramente comprávamos ovos, tínhamos galinheiro em casa. E chiqueiro de porco também. Algumas verduras na horta,  pés de frutas, o básico para nossa alimentação estava ali. Que maravilha era aquela vida!!! Sem sacolas plásticas, sem agrotóxicos, sem comida enlatada... Hummm...Mas eu me recordo de quando vi uma lata de feijoada pela primeira vez: fiquei embasbacada. Nem sei como ela foi parar lá em casa. Ah...acho que foi o Chico que trouxe . O sabor era maravilhoso, claro. Hoje eu não teria coragem de comer, mas naquela época foi uma novidade. E tudo tinha sabor especial porque era inacessível para nós, mas o que a gente gostava mesmo era do arroz com feijão, uma carne e batata frita. Ah...e pastel ! Mamãe fazia massa de pastel em casa, numa bacia grande de alumínio. Nós tínhamos o cilindro pra abrir a massa e era muito gostoso fazer isso, ir passando a massa várias vezes até ela ficar fininha, depois rechear, cortar, fritar e ...comerrrrrrrrrrrrrr!!! Claro, tudo isso sem citar o dia em que o meu outro irmão danado, moeu a beirada da minha mão nas roscas do cilindro...Fiquei com a marca na mão durante anos e com vontade de esganar o danado durante um bom tempo... 1 dia ou 2 dias... Porque havia tantas outras coisas boas acontecendo, que a gente se esquecia esses detalhes rapidinho. E hoje, eles são lembrados com uma saudade tão grande, que é doloroso até escrever. Nossa vida era difícil, mas nosso universo era tão imenso, que as experiências que tivemos quando crianças norteiam nossos passos até hoje e as lembranças nos fazem ainda mais felizes. Mas...E a sacola plástica, hem??? Como vamos nos adaptar sem elas (idéias aqui)??? Ah... eu já estou fazendo as ecobags para vender, claro. Espero que elas solucionem parte do problema .E o Planeta agradece! E você????

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Igreja de Sant'Anna - Barra do Piraí/RJ

Aqui no meu blog Palavrarteira, eu conto um pouquinho da emoção de entrar nesta Igreja que faz parte da história da minha vida.
Na torre da Igreja são 4 sinos de tamanhos diferentes.
Uma das chaves da Igreja na minha mão
TEto da sacristia
Eu não tinha muitos pecados, mas me ajoelhei bastante neste confesssionário!
Janela da sacristia.
Altar onde fui batizada, me casei e batizei meus filhos.
Detalhe da escadaria em caracol, toda trabalhada no ferro.
Uma das pinturas belíssimas que existem lá:
Ladeada por vitrais que me encantavam demais na infância.
O altar visto do coro.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Eu quero uma casa no campo...

Onde eu possa compor muitos rocks rurais E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
                                                   E tenha somente a certeza
                                                   Dos limites do corpo e nada mais
                                                   Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
                                                   No meu jardim

Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais  (ZéRodrix e Tavito)

domingo, 18 de julho de 2010

Sapatinho de Judia

Começou a floração desta trepadeira que me encantou desde o primeiro olhar. Ganhei uns galhinhos , arrisquei e hoje ela está começando a me presentear com cachos belíssimos.
"Conhecida como Tumbérgia-sapatinho ou sapatinho-de-judia (Tumbergia mysorensis): trepadeira de belíssima floração, no começo cresce lentamente, mas com o passar do tempo seu desenvolvimento se acelera. Originária da Índia, deve ser cultivada sob sol pleno. Reproduz-se por meio de estacas e o espaçamento indicado é de 50 cm entre as plantas. Informações no site Jardim de flores "

segunda-feira, 5 de julho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Primeiro fim de tarde do inverno...

Céu avermelhado é prenúncio de mais frio, aprendi quando criança. Aiaiiii...espero que isso esteja errado e que o inverno venha brando.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Pitaia - Mercado Municipal de SP

OLhe a pitaia, fruta linda que encontrei lá no Mercado. Adorei as cores!

Essa é a pitaia, uma fruta de sabor diferente. Não é muito gostosa, mas muito nutritiva.
"É uma fruta pertencente à família das cactáceas e é conhecida mundialmente como "Dragon Fruit", Fruta-do-Dragão.

É fruta de aparência muito bonita e diferente, além de produzir flores noturnas de rara beleza com grande potencial ornamental. De acordo com a espécie seus frutos podem ser de cor amarelo-vivo ou vermelho externamente, de polpa branca translúcida com minúsculas sementes como o Kiwi e de sabor suave e muito agradável. Em algumas espécies a polpa é de coloração vermelha com tonalidade mais forte que a casca e são atualmente as mais procuradas para plantios comerciais.

Durante muito tempo seu consumo foi restrito às mesas norte-americanas, européias e australianas, chegando ao Brasil na década de 90 através de importações da Colômbia, o que despertou o interesse dos fruticultores brasileiros." Informações colhidas aqui.

Embu das Artes

Fiquei encantada com o colorido da fachada desta loja! Aliás, a loja toda é um show, vale a pena conhecer. Não consigo achar o cartão de lá, mas vou encontrar e colocar o nome dela aqui. Tem peças artesanais lindas!!!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ele é carioca, ele é carioca!!!

Se existe doce dos deuses, este é um deles. Quer um pedacinho???? rs




Essa delícia chama-se "carioca" e é bastante conhecido por quem vive em Barra do Piraí. É doce de um tempo em que nem se falava em leite condensado ,apenas coco , ovos e chocolate, eu creio. Não deve ser difícil de fazer, mas a receita, apenas a pessoa que faz, tem. Outros já tentaram, mas o paladar da minha infância acusou logo: esse "carioca" é falso....SE quiser saboreá-lo, vá a Barra. Mas diga pro Pedro, proprietário e amigo de infância, que eu indiquei...rs

Ele evoca lembranças.... Quando eu era adolescente, a bomboniere do Jacinto era passagem obrigatória, mas só quando havia dinheiro sobrando - coisa rara - talvez por isso o doce tenha sido sempre tão saboreado e adorado por mim. Bem, não apenas por mim. Quem não mora mais na cidade, sempre que a visita, vai comer "carioca". E quando eu passo lá e não tem o doce, morro de tristeza. Quando mordo um pedacinho, lembro das risadas das meninas do Medianeira, das saias pregueadas dobradas na cintura, das paqueras na saída da escola, do primeiro beijo... Volto no tempo! E, o melhor de tudo, é que meu santo marido, toda vez que vai a Barra, não volta sem um pratinho desse docinho tão bom. Ontem mesmo, enquanto eu estava numa reunião do Curso em Milagres, lá na Dilurdes, ele foi ver se tinha o docinho. Assim que entrou, Pedro(o dono) já falou que tinha "carioca" pra Veronica. E, antes de comê-los todos sozinha, tirei essa foto aí pra vcs conhecerem, tá? Delicie-se!!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Textos apócrifos na inernet.

Sou completamente apaixonada pela disciplina Crítica Textual, no currículo de Letras, que trata da fidedignidade dos textos publicados. Tive dois mestres espetaculares : Prof. Nilda Cabral (UFF e Liceu Literário Português) e Prof. Maximiano de Carvalho e Silva ( Liceu) que me mostraram o encanto e a importância dessa disciplina na publicação de textos. E recentemente, inadvertidamente, publico aqui um poema como sendo de Fernando Pessoa (Pedras no caminho) . Empolguei-me com a foto que tirei e com as palavras que já conhecia e havia recebido novamente por email, e publiquei sem pesquisar a autoria. Por sorte minha, um jovem blogueiro português , Luís Mendes, leu e me avisou . Além de fazer a correção no próprio post, quis dividir com vocês alguma coisa sobre essa prática, antes restrita às edições e cópias de livros, e hoje muito comum na internet, com os textos literários reproduzidos e repassados incansavelmente através dos emails.
Não vou me estender em explicações, porque já há vários sites comentando sobre isso na internet, então vou deixar uma lista de links aqui para quem quiser conhecer mais sobre o assunto. Vale a pena ler, é muito interessante ver o que fazem com os autores/textos e com as pistas deixadas pelas palavras que provam que o autor indicado não é o que escreveu.

sábado, 8 de maio de 2010

Pedras no caminho???


Leio este texto(não é de Pessoa, como citei antes) e reflito sobre elas:

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(não é de Fernando Pessoa - autoria desconhecida)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Show da Família Coimbra - Ipiabas/RJ

Passei muitos dias/noites da minha infância ouvindo o Seu Coimbra tocar violão . ERam momenos mágicos, muitas vezes acompanhado pelo Zemar, filho ainda adolescente, e pelas vozes das irmãs da D. Lourdes Coimbra, mineiras de Sete Lagoas, que vinham passar férias em Barra do Piraí. E no dia 16/04, na abertura do "CAfé, Cachaça e Chorinho", em Ipiabas, tive o privilégio de ouvir Zemar e Dehon, filhos dele, e os netos Diogo e Dudu tocando juntos, divinamente. Voltei à infância e me deliciei novamente com aquele som tão velho conhecido. E perto da Beth, Dilurdes, Cidinha, D. Lourdes....Em minhas lembranças, estava de novo na França Júnior. Suspiros profundos....

Mais sorteio de aniversário no mês de Abril!

-3º Sorteio - Uma bolsa em patchwork da Veronica Arteira .

Tudo sobre os sorteios você lê CLICANDO AQUI

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sobre a morte e sobre a vida... Sobre(tudo)Viva!

Na coluna do Paulo Coelho na REvista Globo, de 11/04/10, ele escreve sobre a certeza de que todos vamos morrer um dia, no que poucos pensam. Ele lembra que as pessoas passam a vida "preocupadas com verdadeiros absurdos, adiam coisas, deixam de lado momentos importantes. Não arriscam, porque acham que é perigoso. Reclamam muito, mas se acovardam na hora de tomar providências. Querem que tudo mude, mas elas mesmas se recusam a mudar." Ele conclui que , se pensássemos mais na morte, muitas atitudes nossas seriam diferentes, "seriam um pouco mais loucas, teríamos força e coragem para fazer coisas importantes". E me ponho a pensar...Por que não vemos as coisas por esse prisma, por que arranjamos tantos problemas, implicamos tanto com as pessoas, valorizamos coisas inúteis, falamos demais, pensamos de menos e, invariavelmente, culpamos o outro por situações, muitas vezes, imaginárias? A vida podia ser mais leve, afinal, não levamos mesmo nenhuma bagagem para o cemitério. Então, por que carregar pesos excessivos aqui? Alguns poucos vivemos buscando a verdade dentro de nós, lemos muito, discutimos sobre, refletimos, ponderamos, mas, no nosso cotidiano, repentinamente, deixamos à parte toda essa sabedoria e rodamos a baiana, magoamos e nos magoamos por quase nada... O que é isso que nos cega momentaneamente? Que necessidade é essa de fazer valer direitos, impor opiniões, desconsiderar outro ponto de vista e sofrer? Impomos muito e trocamos pouco. Claro que não é viver aceitando tudo, concordando com tudo,mas refletir mais se vale a pena se exasperar por quase nada, defender conceitos que só dizem respeito a nós, querer que os outros nos entendam sem ao menos expormos o nosso verdadeiro Eu. Por vezes, penso que somos todos atores de uma peça bastante complexa. Vivemos variados papéis,mudamos o cenário, mudamos a cor, cuidamos da trilha sonora, mas esquecemos que a nossa platéia também faz parte do espetáculo. E que precisamos perceber o impacto que causamos à ela. Precismos é aprender a viver, e não somente sobreviver. Tantas vezes o nosso corpo dá sinais de que mudanças são necessárias, de que a cabeça tem de melhorar e não percebemos. Remédios pra dormir, para emagrecer, para acalmar, para curar aquilo que só depende dessa mudança de pensamento. Mas mudar nem sempre é fácil. E o pior é que "contaminamos" o outro com nossa doença "imaginária" e não nos damos conta. Estragamos a nossa vida de a de quem está ao nosso redor, magoamos sempre quem está mais próximo. Ler bons livros, assistir a bons filmes, conversar sobre eles e sobre a vida, rir bastante, continuar sonhando e realizando, sonhando de novo e tornando a realizar... Tanta coisa boa para ser partilhada, tantas palavras boas para serem ditas, e , às vezes, usamos sempre as mais ásperas... Deixar de ser tão radical, estar abertos a outras opiniões, conhecer novas possibilidades... Mudar sempre, porque renova... Tudo isso pode nos fazer ver a vida com outros olhos! "O mundo muda quando você muda."
Sobre(tudo)Viva!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Segundo sorteio . Boneca da Casa das Bonecas de Pano de Ipiabas

Neste mês de festas (meu aniversário e niver de casamento), mais um sorteio. Agora, é uma linda boneca que me foi gentilmente ofertada pela Leila Reis, da Casa das Bonecas de Pano de Ipiabas ,que comemora, em 3 meses de blog, mais de 50 seguidores e 5000 visitas . Conheçam o trabalho dessa minha prima, que é fantástico. Bonecas de pano que trazem cor, alegria e prazer a quem as recebe. E um detalhe: esta vem com um gatinho, seu companheiro, e a certidão de nascimento da Casa das Bonecas. Um mimo só!!! Para participar, siga os passos:

1 - Deixar um comentário com nome, email e cidade neste post, até o dia 29/04.

2 - Visitar a Casa das Bonecas de Pano de Ipiabas e deixar um comentário;

3 - Quem divulgar o sorteio e o link no seu blog concorre duas vezes. Volte e avise aqui sobre a divulgação.

4 - Quem já for seguidor ou se tornar um seguidor de qualquer um dos blogs, conta a inscrição em dobro também.

Fiquem atentos. O primeiro prêmio a ser sorteado está aqui.
Na semana que vem, teremos outro prêmio. Todos serão sorteados no dia 30/04. No dia 29/04, haverá uma cláusula surpresa que aumentará as chances de quem já estiver participando.

Participe e Boa sorte!!!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Primeiro prêmio de abril: o livro "Pais brilhantes, Professores fascinantes"


Qualquer pessoa (no Brasil, somente) pode participar do sorteio, inscrevendo-se até o dia 29/04/10 - Alterado para dia 03 de maio , até às 12:00 h.

Para concorrer ao livro "Pais brilhantes, Professores fascinantes", de Augusto Cury, é necessário , apenas:

1 - Ler o artigo Ler é chato. SErá? de Jaime Pinsky - clicando aqui ;

2 - Comentar o artigo;

3 - Se estiver lendo algum livro no momento, colocar o nome e comentar sobre ele para que sirva de indicação para outros leitores;

4 - Se não estiver lendo nenhum livro no momento, mas tem alguma boa indicação, coloque o nome e comente.

5 - Deixar seu nome, endereço de blog ou site, se tiver, email e cidade.

OBS: - Se quiser concorrer duas vezes, anuncie o sorteio no seu blog com o link para esta postagem, e avise aqui . Quem quiser fazer isso, mas tiver dúvidas de como proceder, envie email (veronicaarteira@gmail.com) que eu ensino.

Boa sorte!!!

Ler é chato. Será?

Achei o texto muito interessante, inteligente e super atual. Vale a pena "perder um tempinho" nessa vida corrida e apreciar o que o autor discute.

"Ler é chato. Será? -
Autor : Jaime Pinsky

A idéia de que livro é chato só pode partir de quem não sabe o prazer que a leitura proporciona*

O tempo histórico não tem um compromisso muito grande com o tempo cronológico, ou mesmo o tempo psicológico: décadas no Egito dos faraós podem corresponder a anos no período da expansão ibérica ou meses do século XXI. A percepção da velocidade do tempo histórico decorre do ritmo dos acontecimentos, assim como da rapidez dos meios de transportes e comunicações. Talvez por isso, sempre que estamos em algum local tranqüilo, geralmente no interior, somos tentados a dizer que ali as coisas não acontecem e que é como se estivéssemos em pleno século XIX. É possível que, para evitar a idéia de que possamos ser vistos como retrógrados, ou fora do nosso tempo, busquemos acelerar tudo: músicas não podem ser lentas, filmes buscam ritmos alucinantes e, se não tiverem dois mortos por minuto de projeção, em média, são considerados acadêmicos. Propaga-se a idéia idiota que tudo que não é muito veloz é chato. O pensamento analítico é substituído por ‘‘achados’’, alunos trocaram a investigação bibliográfica por informações superficiais dos sites ‘‘de pesquisa’’ pasteurizados, textos bem cuidados cedem espaço aos recados sem maiúsculas e acentos dos bilhetes nos correios eletrônicos. O importante não é degustar, mas devorar; não é usufruir, mas possuir apressadamente. O tempo, o tempo correndo atrás.

Não que eu queira fazer a apologia da lentidão e da ineficiência, mas um bom concerto é feito tanto de bons allegros quanto de dolentes adágios. Além disso (e Charles Chaplin já percebia isso no início do século XX, em Tempos Modernos), ser humano é dominar a máquina e não ser por ela dominado. E aí, a meu ver, se estabelece uma das principais distinções entre ler e ver televisão. Você pega o livro, olha a capa, a contracapa, folheia sensualmente suas páginas e escolhe, livremente, aquela que quer ler. Pode pular pedaços, começar pelo fim, reler várias vezes trechos que amou, para decorar, ou que odiou, para criticar. Desde que seja seu, você pode escrever no livro (para isso ele tem espaço em branco): livro rabiscado é sinal de leitura atenta. Nada como retomar um livro lido anos atrás e ler nossas próprias notas: se forem ingênuas, rimos com a condescendência de quem cresceu; se forem brilhantes, nos preocupamos com nossa estagnação. Você estabelece o próprio ritmo de apreensão do escrito, seja ele ciência, seja ficção. Tantas vezes me furtei lendo lentamente o final de um livro pelo qual me apaixonara e do qual não queria me separar...

Já a telinha é autoritária. Ela começa o assunto quando bem entende, faz as pausas que quer, inserindo as propagandas que deseja, determina o ritmo, diz quando e para onde devo olhar. Se não estou no poder, então, é pior ainda. Tenho que ver jogo de time de que não gosto, pedaço de novela babaca, entrevistas sem sentido, assassinatos sem conta, tudo num volume superior ao que eu suporto, mas que não tenho como regular, pois estou sem o controle remoto nas mãos. Mesmo quando vejo um vídeo ou um DVD, em que posso controlar algumas dessas variáveis, lido com o personagem e a paisagem imaginados por outro, emboto a minha imaginação e me curvo diante de heróis e mocinhas prontos e iguais para todos, enquanto, no livro, cada um sonha como quiser e puder. Não é por outra razão que dificilmente gostamos dum filme baseado em livro que já lemos, mesmo quando a película é de boa qualidade como O Nome da Rosa ou Vidas Secas.

Antes que alguém pense que sou contra o cinema, ou até a televisão, devo dizer que isso não acontece, mas é que ando mesmo um pouco preocupado. Já não há mais quase nenhum consultório, laboratório e até sala de espera em prontos-socorros de hospitais que não tenham a sua televisão. E, o que é pior, ligada. O infeliz chega quebrado, estropiado, ou apenas dolorido, e se lhe impinge humor chulo, falsas ‘‘pegadinhas’’, loiras igualmente falsas, com síndrome de eternas adolescentes, de botinha e coxas de fora, animando crianças de olhares perdidos, conversas de pessoas confinadas que não têm o que dizer, entrevistas com pessoas que estiveram confinadas e que continuam sem ter o que dizer, e por aí afora. A sala tem pouca iluminação, já nem sequer tem aquelas revistas semanais atrasadas. A luz que falta e o ruído que sobra impedem que aqueles que trouxeram seus livros possam ler. As pessoas olham para a telinha, olham-se umas às outras e à sua própria condição. Com um livro na mão poderiam estar viajando, sonhando, aprendendo, conhecendo gente e lugares interessantes, idéias fascinantes, desbravando, questionando, maravilhando-se. Contudo, continuam sentadas olhando umas para as outras e para a telinha que cobra o tributo da dependência, da elaboração de frases feitas e idéias gastas.

A idéia de que livro é chato só pode partir de quem não sabe o prazer que a leitura proporciona. Assim, quero lançar aqui um pedido ou vários: aos médicos, para que iluminem melhor suas salas de espera, o que, além de deixá-las menos lúgubres, permitiria que as pessoas pudessem ler enquanto esperam. Aos hotéis, para que não se esqueçam de colocar luz de leitura nos quartos. Uns e outros poderiam manter uma pequena biblioteca ao alcance dos clientes. A concepção bastante corrente em nosso país de que diversão está sempre e necessariamente ligada ao ruído e ao álcool só pode partir de alguém que não gosta de fato do Brasil. E ele ainda merece uma oportunidade. Ou não?
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* Publicado no Correio Braziliense de 28-07-02 e na Revista Espaço Acadêmico com autorização do autor.

terça-feira, 16 de março de 2010

Cida vai ser avó!!!

Bastou o telefone tocar e ela dizer que vai ser avó para as lembranças virem rápidas. Éramos duas jovenzinhas descobrindo o mundo quando nos conhecemos. Um dia, no meu trabalho, ela chegou com aquele coque perfeito, irretocável, o cabelo de um preto que doía de tão bonito, dizendo que era a nova funcionária enviada pela prefeitura . Olhei para ela, tão segura, parecendo tão auto-suficiente e pensei: O que essa mulherzinha veio fazer aqui? Como vou poder trabalhar com um tipo desses? Nossa, pensei tanta coisa que me fez torcer o nariz.... e isso há mais de 30 anos. Bem, não tinha jeito, tinha de aturar, engolir a criatura. E conviver... E a surpresa veio., ela era maravilhosa e se transformou, ao longo da minha vida, numa amiga muito especial. Nossa convivência no trabalho foi boa demais. Dividíamos nossos sonhos, conversávamos sobre nossos quase maridos, pensávamos nos nossos casamentos, planejávamos o enxoval. E ríamos muito quando eu dizia que, enquanto ela usaria avental de organdi (porque é e sempre foi classuda, a danada), eu ia amarrar pano de prato na cintura. E pensávamos como seria uma visita à casa deles com meus filhos de chinelo de dedo pisando nos tapetes persa. E tudo era pura diversão. Casamos algum tempo depois e tivemos a sorte de ver nascer uma grande amizade também entre nossos maridos. O contato não era mais diário porque ela mudou-se para a cidade grande, mas o carinho só aumentava. Continuamos dividindo nossos sonhos e planejando o enxoval dos filhos. Ela foi mãe meses antes de mim e todas as novidades no enxoval dividia comigo. Nasceu a Carolina dela e, pouco depois, o meu Gustavo. Novas mudanças de cidade, tanto nossa quanto deles, não impediram que nos víssemos de vez em quando. Tive o Rafa e ela, alguns anos depois, teve a Gabriela. Eu parei e ela ainda teve a Luisa, minha afilhada. Durante esse tempo, eu me dediquei ao artesanato e ela resolveu entrar nesse mundo também. Trocávamos dúvidas, idéias, sonhos e moldes por telefone e cartas. Caminhamos nisso lado a lado, apesar da distãncia, na mais perfeita sintonia. E ainda sonhamos em ter um ateliê juntas. Qualquer novidade, até hoje, é partilhada. E, dessa vez, a alegria que dividimos é a gravidez da Gabriela. Estou me sentindo meio avó, feliz da vida. Sei que, em breve, estaremos curtindo esse e outros netinhos juntas. Uma vai na cola da outra...rs

Nós duas no Parque da Concórdia, em Valença-2009

segunda-feira, 15 de março de 2010

A felicidade é feita de pequenas coisas...

Apreciar o passarinho pousando no fio da antena, por exemplo....

Da importância dos aliados - Paulo Coelho

Tenho este texto guardado desde sua publicação na REvista "O Globo", de 5.12.2004. Relendo hoje, percebi que o texto vem ao encontro de muitas situações que temos presenciado ultimamente: saber escolher os aliados (ou outros guerreiros de luz). Assim, nada melhor do que transcrevê-lo aqui:

O guerreiro da luz que não compartilha com outros a alegria de suas escolhas jamais irá conhecer as próprias qualidades e defeitos.

Portanto, antes de começar qualquer coisa, busque aliados, gente que se interesse pelo que você está fazendo.

Não digo “busque outros guerreiros da luz”.

Digo: encontre pessoas com diferentes habilidades, porque a luta de um guerreiro por seu sonho não é diferente de qualquer caminho seguido com entusiasmo.

Seus aliados não serão necessariamente aquelas pessoas que todos olham, se deslumbram, e afirmam: “Não existe ninguém melhor”. Muito pelo contrário: são pessoas que não têm medo de errar, e, portanto, erram muito. Por causa disso, nem sempre o que fazem é elogiado ou reconhecido.

Mas é esse tipo de pessoa que transforma o mundo, e depois de muitos erros consegue acertar algo que fará a diferença completa em sua comunidade.

Os aliados são pessoas que não podem ficar esperando que as coisas aconteçam, para depois poderem decidir qual a melhor atitude a tomar: elas decidem à medida que agem, mesmo sabendo que esse tipo de comportamento é muito arriscado.

Conviver com os aliados é importante para um guerreiro da luz; juntos, todos entendem que, antes de escolher o objetivo, são livres para mudar de idéia. Mas, depois do objetivo ter sido determinado, concentram-se apenas nos passos que precisam dar. E pensam, à medida que caminham: “Cada passo requer muito esforço, mas vale a pena o risco, vale a pena apostar a própria vida”.

Os melhores aliados são aqueles que não pensam como a maioria das pessoas. Por isso, ao buscar companheiros para dividir o entusiasmo do sonho, é importante acreditar na intuição, e não dar importância aos comentários alheios. A maior parte dos seres humanos sempre julga os outros tendo como modelo sua própria limitação e às vezes a opinião da maioria é cheia de preconceitos e medos.

Junte-se a todos que experimentam, arriscam, caem, se machucam, e tornam a arriscar. Afaste-se daqueles que afirmam verdades, criticam os que não pensam como eles, jamais deram um passo sem ter certeza de que seriam respeitados por isso, e preferem o conforto das certezas que as tensões das dúvidas.

Junte-se aos que se expõem e não temem ser vulneráveis: esses olham o que seu próximo está fazendo, não para julgá-lo, mas para admirá-lo por sua dedicação e coragem.

Talvez o guerreiro sinta-se tentado a pensar que seu sonho não interessa a todo mundo, como aos padeiros ou os agricultores, por exemplo. Mas eles terão no guerreiro da luz um bom exemplo de perseverança e coragem. E um padeiro pode ensinar muitas coisas, tais como a mistura exata dos ingredientes, que é mais baseada na intuição que na técnica. Um agricultor pode mostrar a importância da paciência, do suor, do respeito às estações, e da inutilidade de blasfemar contra as tempestades, porque isso é uma perda de tempo.

Portanto, cada um tem algo diferente a ensinar: e é a soma dessas diferenças que chamamos de “sabedoria”.

Junte-se aos que são flexíveis, e entendem os sinais do caminho. São pessoas que não hesitam em mudar de curso quando descobrem uma barreira intransponível, ou quando vislumbram uma oportunidade melhor. Possuem a qualidade da água: contornar rochas, adaptar-se ao curso do rio, às vezes transformar-se em lago - até que a depressão esteja cheia e possa continuar seu caminho, porque a água não esquece que seu destino é o mar, e mais cedo ou mais tarde deverá chegar até ele.

Junte-se aos que jamais disseram: “acabou, preciso parar por aqui”; porque assim como o inverno é seguido pela primavera, nada pode acabar, e a estrada do guerreiro é um caminho sem fim. Depois de atingir seu objetivo, ele encontrará um novo desafio, e é necessário recomeçar de novo, sempre usando tudo que aprendeu enquanto andava.

Junte-se aos que cantam, contam histórias, desfrutam a vida, e têm alegria nos olhos; porque a alegria é contagiosa, e sempre consegue impedir que as pessoas se deixem paralisar pela depressão, pela solidão, e pelas dificuldades.

Junte-se com quem anda de cabeça erguida, mesmo que esteja com lágrimas nos olhos. Afaste-se de quem anda de cabeça erguida porque jamais chorou, jamais olhou para os lados.

Um verdadeiro guerreiro da luz não confunde arrogância com autoridade, alegria com superficialidade, persistência com impaciência. Ele tem suas dúvidas, às vezes sente-se oprimido pela solidão, mas sabe que existe muita gente pensando como ele, e é apenas uma questão de tempo até encontrar seus verdadeiros aliados.


Encontrei o texto online aqui o que me facilitou a postagem.

terça-feira, 9 de março de 2010

Para refletir

Espiritualidade

“Quando um pêndulo atinge um extremo de sua oscilação, ela começa a oscilar na direção oposta. Até o presente, nós experimentamos o materialismo dentro de uma sociedade de consumo. Só que o pêndulo dessas ações está chegando ao seu máximo. Agora, o pêndulo tem que oscilar na outra direção. É por isso que as pessoas estão outra vez descobrindo a beleza da espiritualidade, a alegria da meditação e a necessidade de manter um relacionamento espiritual com o Supremo.”

Sister Jayanti
Mensagens diárias de Brahma Kumaris Brasil

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Retratos de 2009 - Parte 3 - 3º Festival Cine Música - Conservatória

O 3º Festival Cine Música aconteceu em setembro/09 e foi um evento muito bom. Consevatória estava lotada , todos respirando cultura, quer coisa melhor? Imperdível!
Aqui, a apresentação da Orquestra do Theatro Municipal. Uma apresentação nota 10 pela beleza das músicas e pelo entusiamo do maestro. Ele foi um show à parte.





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