Fui a uma reunião sobre Desenvolvimento do Turismo no Vale do Café, na Fazenda da Taquara, em Barra do Piraí/RJ. Lá conheci a N. Sra. do Café. Já tinha ouvido sobre ela, mas nunca havia visto sua imagem . Linda, esculpida em madeira, é uma obra de arte. Lá, fomos presenteadas pela simpática proprietária da Fazenda com um livro sobre Nossa Senhora do Café (leia mais aqui) . O livro é bastante interessante, vale a pena conhecer a história da Santa e também visitar a fazenda.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Por que blogar? Blogar por quê?
Numa proposta de um grupo de blogueiras, combinamos fazer uma Blogagem Coletiva sobre o porquê de blogar. Voltei no tempo e lembrei-me de que, na minha primeira postagem, em junho de 2008, copiei a letra desta música do Vander Lee, “Meu jardim”.
Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim.
Para mim, blogar foi a forma que encontrei para encarar e superar algumas mudanças, refazer as minhas forças. Havia terminado duas pós em Língua Portuguesa na cidade grande, estava voltando pra cidade pequena, filhos já não moravam mais conosco, eu sentia falta de tudo... Curiosa, já conhecia as salas de bate papo, o Orkut, o Flickr, mas queria um espaço onde pudesse interagir, fazer mais amizades e ver as novidades no artesanato, pelo qual optei depois de alguns anos só estudando e lendo, lendo, lendo... Assim, o blog seria meu companheiro e o meu elo com tudo isso. Mas ele foi mais. Sempre gostei muito de escrever e, nos meus momentos de angústia, debrucei-me sobre ele para chorar minhas dores e minha saudade. Nos momentos de alegria, era nele que eu registrava tudo, e nos momentos de criação, ele recebia com prazer os meus novos trabalhos. Logo no comecinho, porém, percebi que eu não deveria misturar meu artesanato com meus sentimentos. Criei, então, um segundo blog, o palavrArteira , só para derramar minhas palavras: "Palavras soltas, o vento leva. Mas presas, trancadas dentro de mim, de nada servem. Solto-as aqui, então, e deixo que o vento leve e espalhe a palavrArteira por aí."
E, desde então, escrevo, leio, comento, converso, conheço, aprendo, ensino, sonho, viajo, fotografo, decoro, aprecio, vivo, choro, crio, divido, brinco... E me divirto demais...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Começando bem 2011: vamos viver bem nossa vida!
Ontem falávamos aqui em casa sobre viver a vida, não deixar a vida apenas passar por nós e hoje abro um blog lindo e leio o texto abaixo. Rapidinho copiei na minha agenda e divido com vocês, com a devida autorização da Jaluza, do blog Jaluza Scrap . Visitem o blog, é ótimo e eu já o sigo há um tempinho.
Estas são as palavras que ela colocou no seu perfil e eu adorei!!!
"Não vou morrer com uma vida não vivida. Não vou viver com medo de cair ou de pegar fogo. Eu escolho habitar meus dias para permitir que a vida me abra, me tome os medos, me torne mais acessível, solte o meu coração até que ele ganhe asas, se torne uma tocha, uma promessa. Eu escolho arriscar o meu significado, de modo que o que chegue a mim como semente, vá para o próximo como flor e o que me chegar como flor, se vá como frutos."
Dawna Markova
Não posso deixar de citar que estou escrevendo ao som de Rod Stewart (esta foi a primeira música que meu filho e minha nora dançaram no seu casamento):
The way you look tonight
Someday, when I'm awfully low
When the world is cold
I will feel a glow just thinking of you
And the way you look tonight
You're so lovely, with your smile so warm
And your cheeks so soft
There is nothing for me but to love you
And the way you look tonight
With each word your tenderness grows
Tearing my fears apart
And that laugh that wrinkles your nose
Touches my foolish heart
Yes you're lovely, never ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it?
'Cause I love you
Just the way you look tonight
With each word your tenderness grows
Tearing my fears apart
And that laugh that wrinkles your nose
Touches my foolish heart
Yes you're lovely, never ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it?
'Cause I love you
Just the way you look tonight
Just the way you look tonight
Darling
Just the way you look tonight
Estas são as palavras que ela colocou no seu perfil e eu adorei!!!
"Não vou morrer com uma vida não vivida. Não vou viver com medo de cair ou de pegar fogo. Eu escolho habitar meus dias para permitir que a vida me abra, me tome os medos, me torne mais acessível, solte o meu coração até que ele ganhe asas, se torne uma tocha, uma promessa. Eu escolho arriscar o meu significado, de modo que o que chegue a mim como semente, vá para o próximo como flor e o que me chegar como flor, se vá como frutos."
Dawna Markova
Não posso deixar de citar que estou escrevendo ao som de Rod Stewart (esta foi a primeira música que meu filho e minha nora dançaram no seu casamento):
The way you look tonight
Someday, when I'm awfully low
When the world is cold
I will feel a glow just thinking of you
And the way you look tonight
You're so lovely, with your smile so warm
And your cheeks so soft
There is nothing for me but to love you
And the way you look tonight
With each word your tenderness grows
Tearing my fears apart
And that laugh that wrinkles your nose
Touches my foolish heart
Yes you're lovely, never ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it?
'Cause I love you
Just the way you look tonight
With each word your tenderness grows
Tearing my fears apart
And that laugh that wrinkles your nose
Touches my foolish heart
Yes you're lovely, never ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it?
'Cause I love you
Just the way you look tonight
Just the way you look tonight
Darling
Just the way you look tonight
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Segundo sorteio . Boneca da Casa das Bonecas de Pano de Ipiabas
1 - Deixar um comentário com nome, email e cidade neste post, até o dia 29/04.
2 - Visitar a Casa das Bonecas de Pano de Ipiabas e deixar um comentário;
3 - Quem divulgar o sorteio e o link no seu blog concorre duas vezes. Volte e avise aqui sobre a divulgação.
4 - Quem já for seguidor ou se tornar um seguidor de qualquer um dos blogs, conta a inscrição em dobro também.
Fiquem atentos. O primeiro prêmio a ser sorteado está aqui.
Na semana que vem, teremos outro prêmio. Todos serão sorteados no dia 30/04. No dia 29/04, haverá uma cláusula surpresa que aumentará as chances de quem já estiver participando.
Participe e Boa sorte!!!
terça-feira, 16 de março de 2010
Cida vai ser avó!!!
Bastou o telefone tocar e ela dizer que vai ser avó para as lembranças virem rápidas. Éramos duas jovenzinhas descobrindo o mundo quando nos conhecemos. Um dia, no meu trabalho, ela chegou com aquele coque perfeito, irretocável, o cabelo de um preto que doía de tão bonito, dizendo que era a nova funcionária enviada pela prefeitura . Olhei para ela, tão segura, parecendo tão auto-suficiente e pensei: O que essa mulherzinha veio fazer aqui? Como vou poder trabalhar com um tipo desses? Nossa, pensei tanta coisa que me fez torcer o nariz.... e isso há mais de 30 anos. Bem, não tinha jeito, tinha de aturar, engolir a criatura. E conviver... E a surpresa veio., ela era maravilhosa e se transformou, ao longo da minha vida, numa amiga muito especial. Nossa convivência no trabalho foi boa demais. Dividíamos nossos sonhos, conversávamos sobre nossos quase maridos, pensávamos nos nossos casamentos, planejávamos o enxoval. E ríamos muito quando eu dizia que, enquanto ela usaria avental de organdi (porque é e sempre foi classuda, a danada), eu ia amarrar pano de prato na cintura. E pensávamos como seria uma visita à casa deles com meus filhos de chinelo de dedo pisando nos tapetes persa. E tudo era pura diversão. Casamos algum tempo depois e tivemos a sorte de ver nascer uma grande amizade também entre nossos maridos. O contato não era mais diário porque ela mudou-se para a cidade grande, mas o carinho só aumentava. Continuamos dividindo nossos sonhos e planejando o enxoval dos filhos. Ela foi mãe meses antes de mim e todas as novidades no enxoval dividia comigo. Nasceu a Carolina dela e, pouco depois, o meu Gustavo. Novas mudanças de cidade, tanto nossa quanto deles, não impediram que nos víssemos de vez em quando. Tive o Rafa e ela, alguns anos depois, teve a Gabriela. Eu parei e ela ainda teve a Luisa, minha afilhada. Durante esse tempo, eu me dediquei ao artesanato e ela resolveu entrar nesse mundo também. Trocávamos dúvidas, idéias, sonhos e moldes por telefone e cartas. Caminhamos nisso lado a lado, apesar da distãncia, na mais perfeita sintonia. E ainda sonhamos em ter um ateliê juntas. Qualquer novidade, até hoje, é partilhada. E, dessa vez, a alegria que dividimos é a gravidez da Gabriela. Estou me sentindo meio avó, feliz da vida. Sei que, em breve, estaremos curtindo esse e outros netinhos juntas. Uma vai na cola da outra...rs
Nós duas no Parque da Concórdia, em Valença-2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
3a. Rio Artes Manuais
Fui conhecer a feira que a Caçula promove no Rio. Local de fácil localização, cheguei lá rapidinho, saindo de Niterói. A feira , na realidade, promove os produtos das empresas parceiras da loja Caçula, em cujos stands foram realizadas várias oficinas gratuitas. O que entristece é que os próprios artesãos que querem aprender diversas técnicas, trapaceiam nas filas para receber a senha das oficinas. Em uma delas, que distribuiria 16 senhas, eu era a décima sexta (perdi tempo contando). Perguntei à responsável pelo stand como seria distribuída e ela afirmou que era obedecendo a fila. Só que, na cara dela, um monte de gente foi se agredando às que já estavam lá, eram amigos que chegaram e se juntaram aos outros. De repente, eu já era pra lá de vigésima. Então uma pessoa foi reclamar, educadamente, com a tal responsável e ela foi terrivelmente grosseira, respondendo que estava ali de graça, apenas fazendo um favor, que estava se aborrecendo à toa e que não tinha nada com isso se a fila estava daquele jeito. Resolvi desistir da oficina porque não valeria a pena me juntar a pessoas desse tipo, que faltam com o respeito com os outros, gratuitamente. Acho que pedir a alguém que fique na fila para você, enquanto vc tenta outra oficina em horário diferente, é totalmente válido. Agora, ficar na fila enquanto os amigos vão pra outro stand e deixá-los entrar na sua frente, desrespeitando os demais que estavam ali, é muita falta de educação. Os organizadores deveriam pensar nisso, porque essa situação é constrangedora e desrespeitosa com os frequentadores, que pagam $10,oo para entrarem lá. Educar esse tipo de gente que já têm essas manhas como prática frequente, não é possível. São adultos. Então, que se pense numa forma melhor de distribuição de senhas.
No mais, não vi novidades, já que estive na Mega Artesanal, em SP, no ano passado e pretendo ir novamente neste ano. Acho que a feira do Rio é válida, porque nem todos podem ir a SP. Por ser seu segundo ano, ainda tem muita coisa para melhorar. E torço por isso. Mas os organizadores têm de ficar atentos e, realmente, desejarem melhorar e transformar essa feira num evento de grande porte, não apenas para o estado do Rio. Se eles quiserem, isso pode ser feito, tenho certeza.
No mais, não vi novidades, já que estive na Mega Artesanal, em SP, no ano passado e pretendo ir novamente neste ano. Acho que a feira do Rio é válida, porque nem todos podem ir a SP. Por ser seu segundo ano, ainda tem muita coisa para melhorar. E torço por isso. Mas os organizadores têm de ficar atentos e, realmente, desejarem melhorar e transformar essa feira num evento de grande porte, não apenas para o estado do Rio. Se eles quiserem, isso pode ser feito, tenho certeza.
Uma oficina que fiz no stand da SErtic, utilizando as canetas Uniball para colorir na madeira, no lugar da tinta tradicional.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Fuxicando em Natal/RN
Nas minhas andanças para ver artesanato em Natal, o que mais me deixou encantada foi o rebaixamento ddo teto da entrada do Centro de Turismo de lá, todo feito em fuxicos. São quadros com uma combinação belíssima de cores. Segundo me informaram, eles foram feitos por uma cooperativa de artesãs. Gostaria de ter conhecido essa cooperativa, tenho certeza de que veria trabalhos lindos. Confiram:
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Pra começar 2009....
Agora, o ano realmente começa. Esses primeiros dias foram de acertos, limpezas (ainda continua...), boas notícias, muitas dicas, alertas sobre saúde e muito mais.... Estou em 2009! Gosto de anos ímpares, muitos acontecimentos importantes ocorreram nos anos ímpares, mas, deixo os tristes de lado e só contabilizo os bons: nasci num ano ímpar, conheci meu marido, casei-me, tive filhos, tive o casamento do meu caçula, tudo em anos ímpares . E, segundo meu mapa astral, este também será de bons acontecimentos. Acredito nisso!
Pra começar, já cuidando da saúde, que tem de ser muito bem monitorada, fui fazer um exame de sangue hoje . Precisei ficar 30 minutos em “repouso” antes de realizá-lo, por indicação da médica. Trinta minutos, sentada, em algum lugar, à toa, é impensável pra mim, então levei agendas pra organizar e folhas com sudoku pra resolver (adoro). Mas encontrei D. Tereza, que tinha uma cachorrinha com meu nome - motivo que nos tornou amigas - e ficamos papeando. Conversa vai, conversa vem, voltei ao passado, novamente. Falávamos sobre café forte e amargo, preferência dela, e eu contei como é o meu café, desde pequena. Éramos muito pobres, eu era a décima filha. Nada podia ser desperdiçado e mamãe era cuidadosa com isso. Ela fazia o café mais forte para os adultos e, depois desse, pronto, colocava água fervendo já adoçada no coador e fazia um café bem fraquinho (água de batata, como nós chamávamos, mas a tia Melina dizia “chafé”) e docinho para nós outros. E nos acostumamos com esse café de tal forma, que ainda é difícil gostar de café forte. Hoje, posso tomar café expresso, com creme, capuccino, com açúcar orgânico, mascavo, adoçante e outros mais, mas o sabor daquele café ainda é o melhor na minha vida. O bule (lembro-me bem de um azul, de ágate, mas, o mais comum era mandar colocar alças nas latas de óleo e fazer o café ali) ficava em cima do fogão. O dia todo tinha um bule em cima do fogão. A qualquer hora que um vizinho ou parente chegasse, tinha o café prontinho. E era bebido até a última gota, acompanhado de um bolo delicioso, saia e blusa (metade branco, metade preto), que a mamãe fazia. Ela fazia bolos e bombocados para vender e nos sustentar, pois o trabalho do papai, como bilheteiro de rodoviária, mal dava para comprar alguma “mistura” mais especial para o domingo. Minha ouvinte disse que nunca imaginou que eu tivesse vindo de uma família pobre, pois, para ela, não aparento isso, e eu lhe contei ainda outras coisas . Mas ressaltei, sempre, que nunca, em nenhum momento, nos rebelamos por viver daquele jeito. Pelo contrário, nossa vida era só alegria. Nossa casa era uma festa, sempre cheia de gente, de música, de livros, de gatos.... E vivíamos cercados de vizinhos que tinham uma situação financeira muito melhor que a nossa, mas que nos tratavam de igual pra igual. No Natal, por exemplo, as meninas iam para o jardim da igreja mostrar os presentes que haviam ganho e eu não tinha nada pra mostrar (salvo quando a igreja distribuía presentes, aí era muiito bom) ,mas brincava junto com elas sem qualquer mágoa. Bonecas de todo jeito e nome. Uma vez, porém, eu precisava fazer um exame de sangue e já não agüentava mais as picadas, pois tinha reumatismo e tomava Benzetacil periodicamente. Não tinha mais braço nem bunda pra levar picada de injeção com aquelas agulhas grossas e doloridíssimas. E fiz pirraça, talvez, pra não fazer exame de sangue. Lembro-me da mamãe me convencendo, dizendo que o exame era como se uma formiguinha fizesse xixi e saísse andando pelo meu braço. Só queimava um pouquinho. E eu não aceitava essa desculpa de jeito nenhum. Aí, ela falou que ia comprar uma boneca pra mim, se eu deixasse. Pronto, convenceu na hora! E foi uma boneca da Estrela, eu acho. Se não foi, pra mim teve o mesmo prazer. Foi uma felicidade só, ter uma boneca linda e loira (claro!!!) pra brincar. A conversa com D. Tereza tomou outros rumos, nem chegou à minha boneca, mas lembrei-me disso agora e tinha de registrar. Que lembrança boa!!! Que aperto mamãe deve ter passado pra comprar aquela boneca, só hoje me dei conta disso. Mas, como tudo na vida tem uma razão, foi por causa dela que aprendi a costurar. Dona Clara, que morava conosco, me ensinava a fazer roupinhas de boneca, à mão. Depois de um tempo, comecei a me aventurar na velha Singer de pedal, da mamãe : desmanchava roupas velhas e as transformava em novas. Tomei gostinho pela costura , passei por várias etapas, até biquíni de jérsei eu fiz. Quando fiquei grávida do Gu, fiz quase todo o seu enxoval (Cida, grávida da Carolina, me ajudou muito, com dicas e até tecidos e rendas.), e ganhei um jogo de cestinha de higiene, luminária e cesto de lixo que me encantou. Resolvi fazer e trabalhei nisso durante muito tempo. Daí, vieram muitos enxovais para bebê, quartos de bebê decorados com o que havia de mais moderno e assim fui me aprimorando. A bebê, cujo quarto foi o primeiro que fiz em Valença, hoje tem 23 anos e já é mamãe. O tempo passa....
Nossa, por falar em tempo, só agora vi a hora. Fiquei escrevendo aqui e me esqueci de tudo. Bem, agora, ao trabalho! Dois mil e nove vai “bombar” ! Depois eu volto....
Pra começar, já cuidando da saúde, que tem de ser muito bem monitorada, fui fazer um exame de sangue hoje . Precisei ficar 30 minutos em “repouso” antes de realizá-lo, por indicação da médica. Trinta minutos, sentada, em algum lugar, à toa, é impensável pra mim, então levei agendas pra organizar e folhas com sudoku pra resolver (adoro). Mas encontrei D. Tereza, que tinha uma cachorrinha com meu nome - motivo que nos tornou amigas - e ficamos papeando. Conversa vai, conversa vem, voltei ao passado, novamente. Falávamos sobre café forte e amargo, preferência dela, e eu contei como é o meu café, desde pequena. Éramos muito pobres, eu era a décima filha. Nada podia ser desperdiçado e mamãe era cuidadosa com isso. Ela fazia o café mais forte para os adultos e, depois desse, pronto, colocava água fervendo já adoçada no coador e fazia um café bem fraquinho (água de batata, como nós chamávamos, mas a tia Melina dizia “chafé”) e docinho para nós outros. E nos acostumamos com esse café de tal forma, que ainda é difícil gostar de café forte. Hoje, posso tomar café expresso, com creme, capuccino, com açúcar orgânico, mascavo, adoçante e outros mais, mas o sabor daquele café ainda é o melhor na minha vida. O bule (lembro-me bem de um azul, de ágate, mas, o mais comum era mandar colocar alças nas latas de óleo e fazer o café ali) ficava em cima do fogão. O dia todo tinha um bule em cima do fogão. A qualquer hora que um vizinho ou parente chegasse, tinha o café prontinho. E era bebido até a última gota, acompanhado de um bolo delicioso, saia e blusa (metade branco, metade preto), que a mamãe fazia. Ela fazia bolos e bombocados para vender e nos sustentar, pois o trabalho do papai, como bilheteiro de rodoviária, mal dava para comprar alguma “mistura” mais especial para o domingo. Minha ouvinte disse que nunca imaginou que eu tivesse vindo de uma família pobre, pois, para ela, não aparento isso, e eu lhe contei ainda outras coisas . Mas ressaltei, sempre, que nunca, em nenhum momento, nos rebelamos por viver daquele jeito. Pelo contrário, nossa vida era só alegria. Nossa casa era uma festa, sempre cheia de gente, de música, de livros, de gatos.... E vivíamos cercados de vizinhos que tinham uma situação financeira muito melhor que a nossa, mas que nos tratavam de igual pra igual. No Natal, por exemplo, as meninas iam para o jardim da igreja mostrar os presentes que haviam ganho e eu não tinha nada pra mostrar (salvo quando a igreja distribuía presentes, aí era muiito bom) ,mas brincava junto com elas sem qualquer mágoa. Bonecas de todo jeito e nome. Uma vez, porém, eu precisava fazer um exame de sangue e já não agüentava mais as picadas, pois tinha reumatismo e tomava Benzetacil periodicamente. Não tinha mais braço nem bunda pra levar picada de injeção com aquelas agulhas grossas e doloridíssimas. E fiz pirraça, talvez, pra não fazer exame de sangue. Lembro-me da mamãe me convencendo, dizendo que o exame era como se uma formiguinha fizesse xixi e saísse andando pelo meu braço. Só queimava um pouquinho. E eu não aceitava essa desculpa de jeito nenhum. Aí, ela falou que ia comprar uma boneca pra mim, se eu deixasse. Pronto, convenceu na hora! E foi uma boneca da Estrela, eu acho. Se não foi, pra mim teve o mesmo prazer. Foi uma felicidade só, ter uma boneca linda e loira (claro!!!) pra brincar. A conversa com D. Tereza tomou outros rumos, nem chegou à minha boneca, mas lembrei-me disso agora e tinha de registrar. Que lembrança boa!!! Que aperto mamãe deve ter passado pra comprar aquela boneca, só hoje me dei conta disso. Mas, como tudo na vida tem uma razão, foi por causa dela que aprendi a costurar. Dona Clara, que morava conosco, me ensinava a fazer roupinhas de boneca, à mão. Depois de um tempo, comecei a me aventurar na velha Singer de pedal, da mamãe : desmanchava roupas velhas e as transformava em novas. Tomei gostinho pela costura , passei por várias etapas, até biquíni de jérsei eu fiz. Quando fiquei grávida do Gu, fiz quase todo o seu enxoval (Cida, grávida da Carolina, me ajudou muito, com dicas e até tecidos e rendas.), e ganhei um jogo de cestinha de higiene, luminária e cesto de lixo que me encantou. Resolvi fazer e trabalhei nisso durante muito tempo. Daí, vieram muitos enxovais para bebê, quartos de bebê decorados com o que havia de mais moderno e assim fui me aprimorando. A bebê, cujo quarto foi o primeiro que fiz em Valença, hoje tem 23 anos e já é mamãe. O tempo passa....
Nossa, por falar em tempo, só agora vi a hora. Fiquei escrevendo aqui e me esqueci de tudo. Bem, agora, ao trabalho! Dois mil e nove vai “bombar” ! Depois eu volto....
sábado, 10 de janeiro de 2009
2008 - Um bom ano!
Fechei o ano com chave de ouro. Preparei-me, sem planejar, na realidade, para tudo de bom que me aconteceu no último mês do ano. Como já citei no blog, abandonei o artesanato por um bom tempo, fiz muitas outras coisas, mas sentia falta de exercer a criatividade, de vencer desafios, de passar para o tecido as idéias que pipocavam constantemente. No ano passado, aliás, no ano que se foi há apenas 10 dias, resolvi começar a fazer algumas peças sem nenhum tipo de compromisso que não fosse o de experimentar coisas novas, de me familiarizar de novo com linhas, tecidos, botões etc... Postei muitas peças aqui e no flickr, mas não as coloquei à venda. Talvez até por insegurança, por me sentir ainda enferrujada, por não ter certeza de que meu trabalho agradaria. No flickr , comecei a me surpreender com os comentários. Então, o que eu fazia era bom! Aí , baseada num projeto que vi na net, de realizar 100 coisas em 1001 dias, montei o meu próprio, de produzir 80 peças diferentes em 80 dias úteis. Terminei o projeto em 05/12/2008 e tinha muito mais que 80 peças, apesar de não conseguir postar todas aqui. No meio do caminho decidi que faria um bazar em casa para que minhas amigas e minhas antigas clientes soubessem que eu estava de volta. Porém, quando a gente tem proteção divina ao redor, com os santos tomando conta, a coisa anda melhor do que se espera e eu consegui expor meus trabalho num shopping, num espaço maravilhoso, cercado de amigos e de pessoas super agradáveis. Foi um sucesso para mim. Vivi dias incríveis , ouvi palavras de elogio, revi , agora adultos, os bebês cujos quartos decorei (alguns há mais de 20 anos) ou para quem fiz muitas peças especiais, inclusive as mochilinhas personalizadas com as quais iniciaram a vidinha escolar. Que emoção ver a alegria da mãe ao levar o filho ou a filha lá para que eu visse o tamanho que estavam agora e para que conhecessem quem enfeitou o primeiro espaço de suas vidas. Foi gratificante !!!! Conheci também muitas pessoas que nunca tinham visto qualquer trabalho meu e que gostaram muito do que encontraram lá, e vi , ainda, a surpresa estampada no rosto de outras que me conheciam há menos tempo e não sabiam que eu tinha essa veia artesanal (ou que eu era uma “veia artesã”...rs) . Foram 13 dias nos quais costurei madrugada adentro, dormi pouquíssimo , engoli a comida em minutos, mas que deixaram saudade e tornaram a minha volta às artes um momento único. Obrigada a todos que estiveram lá, aos que recomendaram aos amigos que fossem lá, aos que compraram uma, duas , três vezes, aos que foram apenas conhecer meu trabalho, às minhas amigas queridas daqui, aos presentes que recebi, aos que me ajudaram de várias formas , ao meu marido, que agüentou o meu pique sem reclamar um minuto sequer. Obrigada aos meus filhos e noras que apareceram de surpresa para me prestigiar, e também à minha irmã e aos amigos que vieram de Barra do Piraí e de Valinhos. Agora, é arregaçar as mangas e começar tudo de novo, porque, graças a Deus, o ateliê esvaziou e é preciso produzir novas peças rapidamente.
Eis uma pequena amostra de como ficou a montagem. Tirei a foto assim que acabei de arrumar, era tarde da noite e a luz não ajudou muito.
E aqui, um mosaico de fotos : peças que não foram postadas aqui, e fotos da loja onde realizei minha "Venda Especial de Natal", no Shopping 99.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
O que é craft, crafter?
Neste blog tem um artigo muito interessante sobre o que é ser artesão(craft) e o que é artesanato, a valorização desta arte e outros comentários bastante interessantes. Vale a pena ler. Deixei um comentário lá, mas voltarei ao assunto aqui no blog, pq é uma discussão bastante interessante.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
1 ano de casados!!! "Bodas de Papel"
Esta página foi feita num crop na casa da Thati Penna, scrapper de Niterói-RJ.
Na época dos preparativos do casamento do meu caçula, minha norinha e eu trocamos muitos emails com os detalhes da cerimônia, pois estávamos em cidades diferentes. Entre eles, veio o texto da Martha Medeiros, que não foi usado, mas que achamos perfeito. E casamento é isso, nada de promessas que não se possa cumprir, mas promessas reais, práticas, que visem a paz e a alegria dentro de casa e o cultivo do amor dentro do coração de cada um. Prestar atenção nas pequenas coisas, ponderar, ser paciente, olhar , às vezes, com o olhar do outro, porque o nosso sempre está comprometido. Conviver, "viver juntos", implica em problemas de adaptação ao modo de vida de cada um, o que é normal, mas, principalmente, em respeitar a liberdade de cada um. Não invadir espaços, sejam quais forem. Isso requer jogo de cintura, mas traz um amadurecimento incrível. E, à medida que vivenciamos tudo isso, vamos nos percebendo mais fortes e mais unidos. E hoje, passado um ano da cerimônia mais linda que eu já pude presenciar (depois do meu casamento há 33 anos, claro...rs), exponho aqui a página que encerra o álbum de solteiro que fiz para o meu filho e divido o texto com outras pessoas que não o conhecem ainda.
PROMESSAS MATRIMONIAIS
Martha Medeiros
Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre: "Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?" Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:
- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
- Promete saber ser amiga e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
- Promete se deixar conhecer?
- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros.
Parabéns a ele, que saiu de mim e a ela, que recebi de presente pelos laços do matrimônio com ele. Cuidem desse sentimento tão especial que vocês têm, e que anda tão raro hoje em dia.
domingo, 28 de setembro de 2008
Novas amizades -
A internet nos proporciona encontrar novos amigos em todos os cantos deste mundo. Isso é algo maravilhoso, impensável há alguns anos. Tenho feito boas amigas no flickr e , uma delas, Rita, super simpática, mexicana residente nos EUA, escreveu sobre isso no seu blog kraftykrew. Obrigada, Rita, tem sido um prazer trocar emails com você e, em breve, as trocas serão de nossas criações e moldes.
sábado, 13 de setembro de 2008
Macramê da Libinha
Minha irmã Libinha , arteira também, está no Flickr AS toalhas dela são lindíssimas . Seu macramê é perfeito e o bordado de fita e vagonite que completam suas criações são belíssimos. Além desses, ainda há toalhas com bordados em fita e ponto russo, feitos pela Karla, minha sobrinha, e algumas bordadas em ponto cruz, por amigas de trabalho. Em breve, vou trazer a Karla para este mundinho virtual. AS artes dela são espetaculares!!!
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