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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Na cova da D. Iria (título sugerido pela minha querida Rosane)

A gente pode crescer, tomar outros rumos na vida, mas muito do que vivemos na infância fica marcado, que coisa boa. Hoje peguei-me cantando Treze de Maio, a música de N. Sra. de Fátima, que eu não ouvia há muito tempo. Veio um pedacinho, depois outro, e, de repente, cantei a música inteira. E morri de saudade. Saudade dos terços que eram rezados nas casas quando acontecia a visita de N. Sra.
Saud...ade da parte da música que citava a cova da Iria. porque mamãe tinha uma comadre que se chamava Iria, e qdo chegávamos a essa parte da música, eu sempre pensava nela. Pra mim, menininha, a cova da Iria era mesmo da D. Iria, nossa vizinha. Saudade até do olhar do papai que nos vigiava o tempo todo pra ver se estávamos rezando também. Quando N. SRa. nos visitava, mamãe armava um altar numa das salas e a imagem era venerada por nós. E todos os dias dessa visita rezávamos o terço à noite. Pequenos, era um misto de respeito e sofrimento, porque demorava muito e não podíamos sair pra brincar no jardim da Igreja de Sant'Ánna. Mas tinha uma certa magia, como se a visita ilustre e abençoada nos livrasse de todo o mal. E penso que livrava mesmo, porque as lembranças que guardo desse tempo são todas muito queridas. Não havia o mal, como vemos hoje. Nem tanta violência, tanto sofrimento. Havia pobreza, falta de muita coisa, mas nada que tirasse a nossa alegria, a nossa vontade de viver. Salve N. Sra. de Fatima, obrigada por me trazer de volta tantos momentos bons, por me ensinar a cantar sua música de novo. Ave Ave, Ave Maria...

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

UM AVÔ FORA DE SÉRIE

Carta aos meus filhos (qualquer semelhança é mera coincidência)
Há muitas histórias sobre e com o avô de vocês, ele era o rei das histórias, e  algumas  tem vindo à minha memória com frequência e quero compartilhar com vocês. Tudo isso depois que vi, no olhar do seu pai ao pegar a netinha no colo, o mesmo olhar do seu avô quando  viu Gustavo, o primeiro neto. Eu chorei no hospital ao ver esse olhar do seu pai. Pra mim foi como voltar no tempo e sentir o mesmo carinho, o mesmo orgulho, a mesma admiração que sentia pelo meu sogro querido, todo faceiro olhando o netinho no berço. Isso, claro, depois de ele conversar (bisbilhotar) com todo mundo no hospital, principalmente com meu médico, pra saber tudo que envolvia um parto e o nascimento do netinho dele. Não dava folga pra ninguém.
 
Voltando no tempo, lembro de quando começamos  a namorar e seu pai  contou para seu avô onde eu trabalhava e ele  começou a passar por dentro da rodoviária de Barra do Piraí só pra me ver, até que um dia parou pra me contar que era pai do meu namorado. Depois disso, sempre passava por lá e me falava um oi.  Passado um tempo começaram os convites pra almoçar ou lanchar na casa deles.  E quando eu mudei de emprego, fui trabalhar num sindicato, ele passava por lá e deixava bilhetinhos debaixo da porta antes que eu chegasse – “Hoje Ceminha vai fazer pastel, vem almoçar (ou jantar) com a gente."
Ah...e uma vez planejamos um passeio ao Zoológico e à Quinta, no Rio. Ele pediu que eu dormisse na casa deles pra ajudar sua avó  a fazer a comida do piquenique do passeio. Fomos de trem. Lembro quando ele levantou dentro do trem e foi, esfregando as mãos, olhar a cesta de comida....Virou-se,  olhou pra nós duas e quase nos esganou.... o frango assado havia ficado dentro do forno e nós só tínhamos arroz e farofa pra comer. Lá, compramos pastéis para complementar nosso lanche... Ao invés de brigar (claro que falou bastante no nosso ouvido, mas sem raiva , só com vontade de comer o frango) ele passou no meu trabalho no dia seguinte e convidou para almoçar com eles  e comer o danado do frango. E o que podia ter virado um motivo de tristeza, de briga por nosso esquecimento, virou uma história muitas vezes contada às gargalhadas pra todo mundo que ele conhecia.  Isso era saber viver....
Conto isso pra vocês entenderem algumas atitudes dele, que nem conhecem. Gustavo, com uns dois anos,  teve uma crise violenta de bronquite, vomitou demais e o levamos  num pronto socorro infantil que tinha em Barra, num médico que não era o meu pediatra,  porque já era noite. Lá, o médico internou meu bebê pra tomar remédio através de soro. Seu pai me deixou no hospital e passou no seu avô pra contar isso e ele foi parar lá no hospital à noite pra saber de tudo, inconformado com a internação. No dia seguinte, cedinho, ele já tinha ido procurar o nosso pediatra , conversado com ele  e foi ao hospital pra tirar o neto de lá. Nós não discutimos, nem pestanejamos. Ele falou e fizemos o que ele disse que era o certo, porque nós o respeitávamos e confiávamos nele cegamente. O taxi já esperava na saída do hospital e seu avô, depois de criar a maior confusão dentro do hospital, teve de assinar um termo de responsabilidade por tirar uma criança dali, que não tinha tido alta. Ele era assim... E acreditávamos  piamente nele. Da mesma forma que acreditávamos piamente na mamãe, uma avó tão fora de série quanto ele. Ela falava, nós fazíamos. Nem perguntávamos o porquê. Havia confiança, havia amor, havia respeito, havia admiração... Lembrei  disso quando o Rafael me perguntou sobre alguma coisa ( papel na testa no soluço, ou álcool no banho, não lembro direito)  que mamãe mandava fazer, e ele quis saber o porquê. Não havia porquê. Eles sabiam das coisas e nós fazíamos. E nunca nos arrependemos.
E não foi só isso. Morávamos no terceiro andar do  prédio e as janelas davam para a área da casa do tio Misael. Seu avô morria de medo do Gustavo cair naquela janela e sempre falava isso. Todo dia a mesma coisa. Mas nós não tínhamos dinheiro pra colocar grades, eu e seu pai fazíamos faculdade, o dinheiro era pouco) tínhamos de esperar. Um belo dia tocam a campainha lá de casa e era o serralheiro pra medir as janelas. Eu disse que não havia encomendado nada. Ele disse que as grades já estavam pagas e seriam instaladas logo. Claro que o Sr. Alcy não queria que o neto corresse  riscos, foi logo resolvendo o problema, mesmo sem ter dinheiro sobrando também. Mas ele não media esforços pra cuidar do bem estar e da segurança da família. E a gente aceitava, sem críticas, sem reclamar, sem fazê-lo se sentir invasivo ou inconveniente.  E amávamos aquele homem dedicado, amigo de todos, cada dia mais. E confiávamos nele, sempre. Dona Ceminha ficava doidinha. Alcy não faça isso, Alcy não faça aquilo.... e ele ria.... (Hoje eu me vejo nela em muitos momentos...rs)
Tanto mamãe quanto seu Alcy e Dona Ceminha foram avós muito presentes.  Mandavam mais na minha casa do que eu mesma. Tinha dia que eu ficava louca, mas ria junto com eles depois de aprontarem alguma, depois que conseguia fazer um de vocês dormir...rs . Fazer o quê...era amor, cuidado.... e isso era bom demais, aquecia o coração. Era um tempo em que as coisas eram vistas de uma forma diferente da de hoje em dia, quando tudo se questiona, se condena, se cobra, se exige.
Quando o pai da Vânia morreu, precisávamos levar a mamãe  ao enterro em Juiz de Fora. Liguei pra Barra e pedi pra eles virem ficar com vocês aqui em Valença. Eles ajeitaram tudo rapidinho lá, pegaram o ônibus e vieram . Quando voltamos, eles tinham faxinado a casa toda (eu estava sem empregada). Na área, tinha um saco enorme, cheio de coisas. Perguntei o que era, eles disseram que limparam a casa e jogaram fora tudo que achavam que não servia mais, inclusive brinquedos de vocês. Quase morri... Tive de desvirar o saco todo, ver o que podia ir para o lixo e o que não podia... E seu avô ria, colocando as mãos para trás (lembram como ele punha a mão pra trás) , falando : "foi a Ceminha que jogou tudo fora”. Porque ela jogava mesmo!!! Quase botamos os dois pra correr, mas ao invés disso, rimos pra caramba enquanto recolhíamos o que não era do lixo.
Em todas as festas que dávamos em casa, eles nunca saíam sem deixar toda a louça lavada e a casa limpa junto com a gente. Faziam isso com o mesmo prazer que seu pai faz coisas pra vocês. Sentiam-se úteis e valorizados. Lembro que no aniversário de 1 ano do Gustavo, depois que tudo estava em ordem, seu avô sentou no chão do quarto para brincar com os presentes que o neto  tinha ganho,  feliz da vida. Vide a foto acima.
Eram meus amigos, muito amigos.  Sempre me acompanharam em todas as exposições de artesanato que eu participava. Fosse em V. Redonda, Barra ou Valença, eles pegavam o ônibus e apareciam de surpresa pra me dar uma força. E ele visitava outras barracas e voltava pra dizer que o meu trabalho era o melhor, o mais bonito, tinha um orgulho enorme de mim... Como me fizeram feliz....
Fomos uma só família. Eles sempre foram amigos da minha família. Meus irmãos e cunhadas sempre admiraram e respeitaram o seu avô.  Até mesmo nossos amigos gostavam muito dele.. Eles se encantavam com o jeito dele, excessivo, muitas vezes, mas excesso de amor, de cuidado, sempre. Na madrugada que papai morreu, Gustavo com 2 anos e Rafael com 2 meses, seu pai  foi buscar o vô e a vó para o ajudarem a me dar a noticia e ficarem comigo naquela madrugada. Assim que abri a porta e vi os dois com seu pai, corri pro banheiro vomitando ,  porque pressenti que papai tinha morrido. Era deles que eu precisava naquela hora! E eles não me deixaram um minuto sozinha. Cuidaram de vocês durante todo o  dia seguinte, para que eu pudesse ficar perto da mamãe, com a minha dor. E quando mamãe morreu, eles morreram um pouco junto,  porque a amavam demais...   Eles formavam um trio “Ternura”!
E assim foi por uma vida toda.... Quando eles foram ficando mais velhos, continuavam vindo toda semana, quase, mas a vitalidade já não era mais a mesma. Mas a mania de chegar, abrir a geladeira ou os armários, ver o que tinha de gostoso pra comer, pegar e ir pra sala comendo, foi a vida toda!!! Enquanto eu, mamãe e D. Ceminha ficávamos conversando depois do almoço (momentos inesquecíveis) , seu avô cochilava na sala, com o cachecol enrolado no pescoço... E quando acordava, vinha atrás da vó e falava “ Ceminha,” vãobora.” E não havia cristão que o fizesse mudar de idéia, talvez ainda se lembrem disso. Nos deixava doidas, porque eu sempre queria que levassem alguma coisa gostosa que tivesse feito, para ele agradar a Eliana e era uma correria pra arrumar.  Eu ainda dava umas broncas nele, mas não tinha jeito, ele já ia até andando pro portão pra nos enlouquecer...rs
Hoje eu vejo seu avô no seu pai. E isso tem mexido com minhas lembranças e me  emocionado demais . E fico feliz que ele tenha assimilado essas lições que recebeu do pai.  E agradeço a Deus por ter me permitido conviver nessa família e ser tão feliz por ter pessoas realmente amorosas no meu caminho. Eu e seu pai temos tido muitas lembranças e , em algumas noites, sentados na cama, ficamos engasgados, com os olhos marejados de saudade... E lamentamos não ter dado mais atenção, ter ficado mais tempo juntos, infelizmente. Eles sempre acharam que fizemos tudo pra eles, mas hoje vemos que podíamos ter feito muito mais... Hoje, só nos resta cultuar suas memórias e tirar lições do seu amor.
 
 
 

domingo, 19 de agosto de 2012

Combata seus Urubus internos


OS URUBUS INTERNOS...
Gilberto Wiesel

Espante os seus Urubus internos

Ultimamente ouço falar muito que devemos nos afastar das pessoas que, de alguma forma, estão nos prejudicando. Aquelas pessoas com capacidade de nos colocarem para baixo, que se aproximam apenas para reclamar de tudo e de todos. Devemos usar todos os artifícios para nos livrarmos delas, para que parem de sugar nossa energia. O que tenho notado, no entanto, é que poucos são os que nos dizem de como nos libertaremos dos sugadores de nossa energia e que estão dentro de nós, de como vamos nos libertar dos urubus internos, aqueles que estão com a gente sempre por onde andamos, seja no trabalho, seja em casa, no banho, nas brincadeiras com os filhos, nas leituras, no estudo, nas viagens, no sono, enfim, nos fazendo companhia 24 horas por dia. Acredito que é mais difícil de nos livrarmos destes. Sabe por quê? Porque estes são os nossos diálogos internos, a nossa própria voz a falar e a questionar constantemente sobre tudo e todos, mas principalmente, sobre nós mesmos. É destes que nós devemos nos livrar.
Na minha opinião, se deixamos os urubus externos nos prejudicarem é por que os nossos urubus internos permitem. O fato é que, para lidarmos com os urubus internos devemos adotar posturas diferentes, pois dos outros podemos nos afastar, mas destes não, porque nós somos eles. Afinal, então o que faremos a partir desta constatação? VIGIAR. Esta é a palavra. Vigiar significa exercer vigilância sobre, observar atentamente, velar por estar acordado, atento, tomar cuidado...Vamos transportar isso para o nosso dia a dia. O que a palavra quer dizer é que devemos prestar muita atenção em nossos pensamentos, naquilo que acreditamos como verdadeiro, prestar atenção no que a nossa voz interna nos comunica a respeito de tudo o que vemos e sentimos, estar atento, tomar cuidado para que não nos coloque para baixo com suas afirmações a respeito do que nos rodeia pois, na maioria das vezes, aquilo que concordamos como verdadeiro e aceitamos, necessariamente, não condiz com a realidade vivida. É a nossa voz interna tentando nos convencer sobre os fatos, ou seja, os nossos urubus internos nos sugando.
Armemo-nos com instrumentos que possam, realmente, nos ajudar a vencer e combater esses malfeitores. O que indico são coisas muito simples, mas se a praticarmos no nosso dia a dia, mais forte ficaremos e estaremos mais preparados para enfrentar qualquer sugador de energia que possa vir a se aproximar de nós.
Aí vai a minha dica: exercite mais a
Paciência;
Humildade;
Respeito;
Ética;
Bondade;
Generosidade;
Perdão.
Quanto mais você incorporar e praticar estes conceitos diariamente,
mais estará se fortalecendo internamente para combater todos os possíveis e incansáveis urubus internos. E não se esqueça de praticar muito o conceito AMOR, pois ele é a base para todos os demais. Pois bem, estão em suas mãos as armas necessárias para ser um grande vigilante do seu Sucesso. COMBATA OS SEUS URUBUS INTERNOS.

Copiado do perfil da Wal Daneris, no facebook.

domingo, 9 de outubro de 2011

Ninguém traz estrela na testa, já dizia minha mãe...

Nem tudo é fácil

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!
 TExto atribuído a  Cecília Meireles.

Como dizia minha sábia e amada mãe, NINGUÉM TRAZ ESTRELA NA TESTA, então, nunca sabemos o que estão pensando, o que estão sentindo, como são.... Assim, vale seguir as palavras do texto acima e tentar viver um pouco melhor com as pessoas que nos são importantes!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O amor de um filho em música - Verónica, de Cristian Castro

Linda canção que o filho, Cristian Castro, homenageia sua mãe, Verónica Castro, atriz mexicana. Não tinha ainda prestado atenção na letra, foi meu filho Rafa quem me mostrou . Se ele foi tocado por ela, imagine eu.... 

VeróNica

Cristian Castro

La imagen de mi madre
mi gran amor
Un cariño incomparable
siempre nos unió
Es mi mujer sagrada
Verónica
El milagro en tu mirada
no se olvidará
Desde el cielo llegó
una estrella nació
Muy querida y respetada
Una dama iluminada de verdad
Y aunque sea tan cruel el tiempo
Y aunque pase tan violento
Yo te llevo tan adentro
que ni la muerte nos separá
No nos detiene
Jamas mi amor
se irá
Me dijo que en la vida
hay que luchar
Me enseñó que en el camino
hay que saber amar
Mi sueño es adorarla
por una eternidad
Volver a ser el niño
de ese tiempo atrás
Desde el cielo llegó........

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Certezas

 
Certezas
Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena.
REcebi um poema como sendo de Mário Quintana, mas li no site Lendo.org, que a autora do texto é Adriana Brito. Pode ser mais um caso de texto apócrifo na internet. Leia mais aqui. Preciso pesquisar a respeito, mas divido as belas palavras com vocês e as  ilustro com essa foto das mãos de S. Francisco segurando sua oração tão significante, tirada em Pedreira/Sp.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

N. Sra do Café - Fazenda da Taquara -Barra do Piraí/RJ


Fui a uma reunião sobre Desenvolvimento do Turismo no Vale do Café, na   Fazenda da Taquara, em Barra do Piraí/RJ. Lá conheci a N. Sra. do Café. Já tinha ouvido sobre ela, mas nunca havia visto sua imagem . Linda,  esculpida em madeira, é uma obra de arte. Lá, fomos presenteadas pela simpática proprietária da Fazenda com um livro sobre Nossa Senhora do Café (leia mais aqui) . O livro é bastante interessante, vale a pena conhecer a história da Santa e também visitar a fazenda.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Com o coração batendo a mil...

Há dias que fazem uma enorme diferença na vida da gente pela qualidade dos momentos vividos. Hoje(25/07/10) foi um deles. Meu coração bateu a mil, suei, tremi, fiquei gelada, ansiosa, ri demais e me senti com menos de 10 anos num curto espaço de tempo. Tudo porque estava na companhia de 4 queridas amigas de infância e fomos visitar a Igreja de Sant'Anna, que era uma extensão da nossa casa na  infância e adolescência.
Entramos despretensiosamente, apenas para fazer uma oração e encontrar outros amigos. Vimos a Senhora Sant"Anna (como mamãe a chamava)  fora do seu lugar habitual e a fotografamos com respeito e  reverência.
E, como meninas curiosas, começamos a  explorar partes da Igreja que eram terreno proibido para nós quando pequenas. Até meu marido participou da aventura. Primeiro, chegamos ao coro por uma imensa escada de ferro, em caracol, linda, toda trabalhada e depois subimos até a torre da Igreja, onde ficam os sinos. Escada de madeira  estreira, em caracol, depois outra escada ainda mais estreita e íngreme, também em madeira e, finalmente, lá estavam os  4 sinos, um de cada tamanho. Enormes, mas ainda muito menores do que a nossa lembrança  guardava. Pudemos olhar o nosso "território" de cima, avistar até onde a vista normalmente não alcança. Da  abertura de  cada um dos sinos, vimos lugares que nos eram muito significativos: a chácara, a subida do Belvedere, o morro atrás da Igreja, o Bispado...

Ríamos muito, nervosas, com uma sensação de estar fazendo algo errado - como quando éramos meninas obedientes- mas com uma satisfação enorme por estarmos ali, depois de 30 anos ou mais... Fotografamos tudo (e maridão nos fotografava) , exploramos a sacristia, apreciamos as imagens e os quadros, olhamos pelas aberturas possíveis, subimos várias escadas, procuramos por uma caixinha que nos assustava quando pequenas,  debruçamos nas sacadas, sempre com a sensação de que alguém apareceria , de repente, e nos daria a maior bronca por estarmos num espaço proibido para nós, como antes.
Foram momentos únicos e nenhuma palavra que eu registre aqui vai conseguir passar a dimensão e a importância da "arte" que fizemos. Que, na verdade, não era arte alguma porque éramos 6 adultos re-conhecendo a nossa Igreja. Mas, na nossa imaginação, a realidade era outra!!!  Foi incrível!!!  O tempo parou para nós nessa tarde. Trêmulas e risonhas, saímos da Igreja leves, felizes e com muitos anos a menos, com certeza.
Post editado inicialmente em 30/07/10 e reeditado em 26/07/11 - Dia de N Sra. Sant'Anna,
Mais fotos, clique  aqui.

domingo, 3 de julho de 2011

Cor é música...

Meu céu valenciano se avermelhava e no  blog  que eu visitava, tocava esta música, Stardust. Pode haver combinação melhor?
Stardust  Nat King Cole

And now the purple dust of twilight time
Steals across the meadows of my heart
High up in the sky the little stars climb
Always reminding me that we're apart

You wander down the lane and far away
Leaving me a song that will not die
Love is now the stardust of yesterday
The music of the years gone by

Sometimes I wonder why I spend
The lonely night dreaming of a song
The melody haunts my reverie
And I am once again with you
When our love was new
And each kiss an inspiration
But that was long ago
Now my consolation
Is in the stardust of a song

Beside a garden wall
When stars are bright
You are in my arms
The nightingale tells his fairy tale
A paradise where roses grew
Though I dream in vain
In my heart it will remain
My stardust melody
The memory of love´s refrain

(letra no Vagalume.com.br)

Quer ouvir agora? Clique aqui.

Sábado gostoso em Penedo

Sábado de sol, lugar gostoso, companhias amadas... Dia delicioso!!!

sábado, 14 de maio de 2011

Por que blogar? Blogar por quê?


Numa proposta de um grupo de blogueiras, combinamos fazer uma Blogagem Coletiva sobre o porquê de blogar. Voltei no tempo e lembrei-me de que, na minha primeira postagem, em junho de 2008, copiei a letra desta música do Vander Lee, “Meu jardim”.

Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim.


Para mim, blogar foi a forma que encontrei para encarar e superar algumas mudanças, refazer as minhas forças. Havia terminado duas pós em Língua Portuguesa na cidade grande, estava voltando pra cidade pequena, filhos já não moravam mais conosco, eu sentia falta de tudo... Curiosa, já conhecia as salas de bate papo, o Orkut, o Flickr, mas queria um espaço onde pudesse interagir, fazer mais amizades e ver as novidades no artesanato, pelo qual optei depois de alguns anos só estudando e lendo, lendo, lendo... Assim, o blog seria meu companheiro  e o meu  elo com tudo isso. Mas ele foi mais. Sempre gostei muito de escrever e, nos meus momentos de angústia, debrucei-me sobre ele para chorar minhas dores e minha saudade. Nos momentos de alegria, era nele que eu registrava tudo, e nos momentos de criação, ele recebia com prazer os meus novos trabalhos.  Logo no comecinho, porém, percebi que eu não deveria misturar meu artesanato com meus sentimentos. Criei, então, um segundo blog, o palavrArteira , só para derramar minhas palavras: "Palavras soltas, o vento leva. Mas presas, trancadas dentro de mim, de nada servem. Solto-as aqui, então, e deixo que o vento leve e espalhe a palavrArteira por aí."

E, desde então, escrevo, leio, comento, converso, conheço, aprendo, ensino, sonho, viajo, fotografo, decoro, aprecio, vivo, choro, crio, divido,  brinco... E me divirto demais...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

N. Sra de Fátima

Hoje é dia de N. Sra. de Fátima. Coincidentemente, ontem reformei a casinha dela, um oratório que herdei da mamãe e que eu adoro e,enquanto lixava e pintava, ouvia os fogos da festa em homenagem à n. Sra, que acontece aqui na cidade, sem fazer a conexão entre as duas coisas. No momento em que terminei e fui colocar todas as imagens nele é que me toquei que era o dia Dela. Terminei de colocar tudo no lugar e fiz uma oração de agradecimento. Mas não era a oração dela. Hoje procurei e coloco aqui:

Santíssima Virgem,que nos montes de Fátima,vos dignastes revelar aos três pastorinhos os tesouros de graças que podemos alcançar, rezando o Santo Rosário,ajudai-nos a apreciar sempre mais esta santa oração,a fim de que,meditando os mistérios da nossa redenção,alcancemos as graças que,insistentemente, vos pedimos (peça agora a graça pretendida).
"Ó Jesus, perdoai-nos;
livrai-nos do fogo do inferno;
levai todas as almas para o céu,
especialmente as que mais precisarem".
Maria Santíssima,volvei vossos olhos misericordiosos para este mundo tão necessitado de Paz, de Saúde e Justiça.
Vinde em nosso auxílio,Mãe dos Aflitos,e Socorrei-nos com Vosso Amor e Piedade.
Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós.
(Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria, 1 Glória ao Pai)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dividida...entre Valença e Niterói...

Em CASA! Não é tão claro como eu gostaria, aqui. Ando sedenta de claridade, de sol dentro de casa. Mas eu trouxe o sol da praia de lá.
Mas lá não tem verde, é muito cinza. E não há silêncio, nem à noite. Buzinas, freadas, gritos esparsos, alarmes....
E aqui, o que me acorda, é o miado da gata, que não quer namorar o gato, o meu gato, provavelmente. E, cedinho, chegam as maritacas...Fazem uma festa no meu abacateiro. Parecem comadres conversando...
Coisa que lá eu não escuto. Nem mesmo a conversa de comadres. No meu andar um silêncio de vozes... Impressionante. No elevador, um raro “ Bom dia”.
Lá, bem cedinho, começam as máquinas das construções. E atravessam o dia. Por vezes, até uma parte da noite. O progresso exige “dentro do prazo”. “Time is money”.
Aqui, não. Uma obra traz a risada dos pedreiros, o radinho ligado na rádio local, a conversa gira sobre o que noticia a emissora. Grandes obras? São raras. Barulhentas? Muito pouco. Melhor assim. O progresso é sempre necessário, mas não à custa do “mal viver”. As casinhas continuam de pé, com jardins floridos, buganvílias esparramadas nos muros, num colorido assustador. Não, deslumbrante!!!
E as casinhas de lá? Na minha rua, acabaram... Em seu lugar, canteiros de obras. Nem mesmo aquela vilinha simpática... Como é que se vive assim? “Mas é o preço do progresso”, eles dizem. “A população aumenta diariamente, temos de fazer mais casas...” Escuto no ônibus, na rua, nas lojas... alguém sugeriu que acabem com aquele estacionamento no centro e façam prédios para acomodar os mais necessitados. O outro é veemente: “Aqui , na baía, não! Eles precisam de casa, mas não se pode tirar a vista da baía..”. Isto, no ônibus, dois homens que apenas sentaram-se juntos. Opiniões fortes, volta e meia um discorda do outro. Mas o destino de um está próximo... Até outro dia! Mas os outros, em silêncio. Silêncio de desconhecidos, de defesa, de medo. Cidade grande, não podemos confiar em qualquer um. Lembra daquela amiga? Dor de cabeça e o ocupante do outro banco ofereceu massagem. Acabou, ele disse baixinho: “Fique calma, vou assaltar o ônibus.” Pescoço deve ter queimado, cabeça doído mais ainda... E com aquela aparência, educado...
Aqui não tem isso. A gente confia. Às vezes, quebra a cara, mas vale a intenção. Bom dia! Boa tarde! Como vai? Anda sumida... E as crianças? E os estudos? Marido tá ficando muito sozinho...Abra o olho...

Lá tem o filho.... E aqui tem o marido...
Mas penso na cidade grande, nos amigos que tenho lá, na vida acadêmica que me dá um prazer incrível, além de aumentar o meu saber. Não, diminuir a minha ignorância. Lá, respira-se outra coisa. Ares de cultura sobejam. Aqui também, mas a minha turma está lá.
Aqui, respira-se saúde. Ar limpo, céu tão azul que doem os olhos. Um quadro de Van Gogh, talvez? E a minha turma está aqui. Não a das grandes discussões literárias, das leituras de lingüística, dos questionamentos da língua, da historiografia, dos exercícios de português. Mas a das conversas ao redor da mesa, família, filhos, amigos. A vida por dentro, de outra forma. A turma que está envelhecendo comigo, que acompanha as minhas alegrias e as minhas dores, que me dá o abraço, que me dá conforto. Que toma meu café nos fins de semana, que gosta dos meus bolos, que enche minha casa de vozes, de alegria, de risadas deliciosas.

Mas e lá? A turma de lá me enche de cultura. Pra alguns, sou a Martha. E a Martha é muito estudiosa. Além de alegre, pra cima. A Martha tem leitura, aprecia bons filmes. Alguns cult, que eu só fui saber o que era, lá. Até inteligente, dizem.

E lá também me enchem de carinho, de atenção, de abraços calorosos. Como os dessa semana...
E a daqui? Daqui é a Veronica. Gosta de comédias românticas, nada de drama pesado. "Jardineiro fiel", por exemplo, combina com lá. Aqui, é mais “O som do coração”.
Lá, o papel domina, aqui, é o tecido, a linha, as tintas, os papéis coloridos... O papel de lá é outro, traz nas linhas marcadas coisas que eu ainda não sabia, coisas que eu quero conhecer, coisas que me fazem pensar de um outro modo. Que me fazem querer mudar alguma coisa . Aprender mais para poder mudar alguma coisa... Alguma coisa...
E chego em CASA, cabeça fervilhando, querendo que o mundo de lá se junte ao mundo daqui, que a distância diminua, que eu possa ter os dois no mesmo lugar...
Abri as asas, ta vendo? E voei alto demais. E agora, dividida, quero o chão e o céu...


Post escrito em 28/08/08, mas td vez que volto de Nit sinto-me assim... Quero aqui e lá, sempre!!!

terça-feira, 19 de abril de 2011

" A simplicidade de um rei" - Sobre Roberto Carlos - Parabéns, Roberto!!!

Capa interna de um dos LP do Roberto, que eu tenho e guardo  com carinho.
Capas de alguns dos LP que ainda guardo, mesmo que estejam arranhados.
Roberto Carlos vai ser homenageado pela escola de samba Beija-Flor no enredo do carnaval do Rio de Janeiro em 2011. Lendo a reportagem no jornal sobre a escolha do samba que vai embalar o enredo “ A simplicidade de um rei”, comecei a pensar nas músicas que embalaram minha adolescência, minha vida. Por serem os discos do Rei  lançados sempre próximos ao Natal, tudo tinha um significado especial. Porque era mágico associar o Natal, as férias e as músicas do Roberto. E, claro, as paixões juvenis. Num desses natais, terminei um namoro de um ano, que havia começado no carnaval ( época de “Pega no ganzê, pega no ganzá”). Lembro-me que ouvia “Detalhes tão pequenos de nós dois/ são coisas muito grandes pra esquecer...” e chorava, chorava.... Ai como era bom chorar com trilha sonora!!! Ainda mais que a música retratava a paixão que doía no coração...e que durou apenas até o próximo carnaval,claro! E muitas foram as músicas que embalaram as outras paqueras, os outros sonhos, o meu grande amor...”eu tenho tanto pra lhe falar/ mas com palavras não sei dizer/ como é grande o meu amor por você...”.
E a vida segue, a gente cresce e continua apreciando as músicas do Rei. E as lembranças agora são de momentos protagonizados por pessoas queridas. Minha irmã ganhava todos os anos o disco do RC. E a gente perguntava pra Mariana, a netinha dela, qual era o presente da vovó. E ela respondia: “o disco do Bebetus Carlos”. Aquilo , para nós, era o máximo. A gente ria, apertava bastante aquela menininha linda e se deliciava com o momento. Na casa dos meus sogros, Roberto também era presente. O querido vô Alcy amava distribuir os seus presentes antes de todos. E ríamos quando ele dizia: “Adivinhem qual é o presente da Eliana (minha cunhada)...” E nós, rindo demais, em coro: “o disco do Roberto Carlos!”
E por aí continuam as recordações sempre muito especiais e significativas. Mas uma das músicas mexe demais comigo, me faz ter saudade de um tempo que nunca mais vai voltar. Tempo em que havia preocupações, mas a alegria da família unida, dos filhos em casa, da mamãe “chefiando” a turma toda, do meu sogro fazendo feijoada e salada de frutas, especialidades dele que ninguém consegue fazer iguais, nos faziam esquecer dos problemas... Eu ouço “Jovens tarde de domingo” e a saudade bate forte. Eram domingos memoráveis, felizes, alegres, de muita “comeria” como dizia mamãe. De muitas brincadeiras também, de colocar o papo em dia, de planejar os próximos domingos, os próximos aniversários, os próximos encontros... Agradeço, então, a Deus, nesses momentos de saudade. Eu vivi isso, eu posso sentir saudades desse tempo porque eu o vivi! Tive o privilégio e a alegria de ter um convívio maravilhoso com a família, meus filhos curtiram muito cada um desses dias, e a família do meu marido  também amava estar perto. Era um tempo de muita comunhão, essas “jovens tardes de domingo....”
“E hoje os meus domingos são doces recordações...”

Por isso, Roberto , e por tantos outros momentos de outras pessoas, você merece essa homenagem. É apenas uma pequena parte das muitas emoções que você proporcionou a tanta gente. E que o desfile será maravilhoso, tenho certeza, porque ele será acompanhado de sonhos, lembranças de grandes momentos, pequenos ou grandes amores, rápidas ou duradouras paixões ... Cada um de nós que teve sua vida tocada por qualquer uma das suas canções vai acompanhar essa merecida festa com muita alegria.
Que venha o Rei com toda a sua simplicidade! Post originalmente publicado em 24/08/10

REEDITANDO O POST: É com alegria que registro aqui que a escola campeã do carnaval de 2011 é a BEIJA-FLOR, que homenageia esse cantor tão querido. Com a pontuação de 299,8, a escola mostrou que o romantismo ainda vive , homenageando um cantor que faz parte da  história musical do país e da vida de muitos de nós. PARABÉNS, ROBERTO!!!

terça-feira, 8 de março de 2011

"200 anos depois" acontecendo na mídia

200 anos depois - leia mais aqui
Luiz Antonio Duque – Scortecci – Romance ficcional escrito sob o céu amazonense. No fulgor da sua juventude, o autor criou uma estória absolutamente factível. Astronauta é destacado para uma missão especial. Pilotar uma nave com velocidade superior à da luz. Dessa forma ele alcança o plano futuro.Consegue retornar. A partir de então enfrenta uma série de problemas inimagináveis. Tensão, mistério e bastidor militar, permeiam a obra do início ao fim, segurando o leitor.

Quer conhecer um pouquinho da história do livro? No no blog do livro "200 anos depois", você pode ler algumas páginas. Delicie-se!!!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

200 ANOS DEPOIS.... como será?

Lucas, apreciando a noite lá no rancho, vê uma estranha luz descer do céu e é fortemente atraído por ela. Chegando perto, desmaia e , quando acorda, encontra uma caixa metálica com um livro que conta a história de Roland, um astronauta que no ano de 2015 rompe a barreira do tempo e cai 200 anos no futuro.

Lá vivencia um outro mundo e conhece o seu grande amor. Vivem um romance que desafia as leis do tempo e do espaço. Obrigado, porém, a voltar ao ano de 2015, vê sua vida mudar completamente...


Como será o mundo daqui a 200 anos? Como você imagina esse mundo? Mais violento ou mais humano? Mais guerra ou mais justiça? O AMOR será ainda um sentimento valorizado no futuro ou as pessoas não mais se importarão umas com as outras? Luiz Antonio Duque, meu irmão, empresário e escritor, tem a sua versão que divide conosco nessa interessante história que mescla ficção e realidade. Indico o livro porque acompanhei a história nascendo, capítulo a capítulo, tive a alegria de ser uma das primeiras pessoas a lê-lo pronto e gostei do enredo do começo ao fim.
"Você vai viajar junto com o casal do futuro até o Egito antigo, da época dos faraós, e pode mudar seu conceito sobre ET´s e discos voadores. Esta é uma história envolvente, recheada de emoção, aventura, suspense e amor, que vai mexer com a sua cabeça. Você não será mais o mesmo depois de ler...200 anos depois"

Se você gosta de uma boa leitura, não deixe de ler esta obra.

Mais informações aqui ou pelo meu email: veronicaarteira@gmail.com

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"Nós somos a soma das nossas decisões"

Acabei de receber este texto, minha norinha o enviou e eu gostei muito. Sempre lemos as mesmas coisas com palavras diferentes, ouvimos os mesmos conselhos , mas nem sempre prestamos atenção ou assimilamos o que nos é ensinado. Por isso é válido bater na mesma tecla, novamente. Já dizia o ditado "Água mole em pedra dura...."


Escolhas de uma vida

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Começando bem 2011: vamos viver bem nossa vida!

Ontem falávamos  aqui em casa sobre viver a vida, não deixar a vida apenas passar por nós e hoje abro um blog lindo e leio  o texto abaixo. Rapidinho copiei na minha agenda e divido com vocês, com a devida autorização  da Jaluza, do blog  Jaluza Scrap . Visitem o blog, é ótimo e eu já o sigo há um tempinho.
Estas são as palavras que ela colocou no seu perfil e eu adorei!!!

"Não vou morrer com uma vida não vivida. Não vou viver com medo de cair ou de pegar fogo. Eu escolho habitar meus dias para permitir que a vida me abra, me tome os medos, me torne mais acessível, solte o meu coração até que ele ganhe asas, se torne uma tocha, uma promessa. Eu escolho arriscar o meu significado, de modo que o que chegue a mim como semente, vá para o próximo como flor e o que me chegar como flor, se vá como frutos."
Dawna Markova

Não posso deixar de citar que estou escrevendo ao som de Rod Stewart (esta foi a primeira música que meu filho e minha nora dançaram no seu casamento):

The way you look tonight

Someday, when I'm awfully low
When the world is cold
I will feel a glow just thinking of you
And the way you look tonight

You're so lovely, with your smile so warm
And your cheeks so soft
There is nothing for me but to love you
And the way you look tonight

With each word your tenderness grows
Tearing my fears apart
And that laugh that wrinkles your nose
Touches my foolish heart

Yes you're lovely, never ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it?
'Cause I love you
Just the way you look tonight

With each word your tenderness grows
Tearing my fears apart
And that laugh that wrinkles your nose
Touches my foolish heart

Yes you're lovely, never ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it?
'Cause I love you
Just the way you look tonight
Just the way you look tonight
Darling
Just the way you look tonight

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

REsoluções para o novo Ano!!!

Todo começo de ano fazemos uma lista de resoluções . Nem sempre conseguimos fazer a metade. Eu estou começando a minha e o primeiro item da lista será ler 1 livro, pelo menos, por mês. Resolução fácil porque tenho uma amiga que é leitora voraz e numa rápida conversa já me indicou o primeiro livro da lista, que ela vai me emprestar, naturalmente... Assim que ela trouxer, conto a vocês. Desta forma, quero enriquecer ainda mais o meu espirito e o meu saber.
Feliz 2011 !!!
PS: Reedito o post em 12/02/11 pra contar que DEVOREI o livro 200 ANOS DEPOIS, lançado neste mês e escrito por Luiz Antonio Duque, que mescla ficção e realidade. Comecei bem o ano !!! Quer saber mais sobre ele? Leia mais aqui.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Política ou politicalha ?

Em vésperas de eleição, vale registrar aqui excelentes textos sobre o assunto e refletirmos sobre o que estamos presenciando hoje:

Rui Barbosa-Política e politicalha - Escrito no século passado (1917)e super atual.

A política afina o espírito humano, educa os povos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, cria, apura, eleva o merecimento.
Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, entre nós se deu a alcunha de politicagem. Esta palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvida de que rima bem com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor de expressão que os seus consoantes.
Quem lhe dará o batismo adequado?
Politiquice?
Politiquismo?
Politicaria?
Politicalha?
Neste último, sim, o sufixo pejorativo queima como ferrete, e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa.
Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis.
A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou um conjunto de funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.
Trechos escolhidos de Rui Barbosa.Edições de Ouro: Rio de Janeiro, 1964.

Bertold Brecht - O Analfabeto político (não encontrei o ano em que foi escrito, mas nem precisa, o texto é , também, super atual)

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais


Reverndo Luiz Carlos Porto - trecho do texto "Política e politicagem", de 2007

Política é amar pessoas compromissadamente; politicagem é usar pessoas descaradamente; Política é uma missão totalmente divina; politicagem é uma prática genuinamente satânica; Política implica em respeitar, preservar e defender as instituições para que elas alcancem seus objetivos de promover as pessoas; Politicagem implica em manipular as instituições para que sirvam a objetivos corporativos e pessoais; Política é a arte de estabelecer fundamentos para o futuro a fim deque a próxima geração seja beneficiada, celebrando com gratidão a memória dos estadistas do passado; politicagem é o legado imoral recebido por filhos que dizem sem constrangimento: “estamos curtindo o que nossos pais roubaram do povo no passado”.

Ainda dá tempo de avaliar bem o voto! Não percamos o nosso direito de cidadão, que tem no voto o poder de mudar o mundo se quiser.