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sábado, 14 de maio de 2011

Por que blogar? Blogar por quê?


Numa proposta de um grupo de blogueiras, combinamos fazer uma Blogagem Coletiva sobre o porquê de blogar. Voltei no tempo e lembrei-me de que, na minha primeira postagem, em junho de 2008, copiei a letra desta música do Vander Lee, “Meu jardim”.

Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim.


Para mim, blogar foi a forma que encontrei para encarar e superar algumas mudanças, refazer as minhas forças. Havia terminado duas pós em Língua Portuguesa na cidade grande, estava voltando pra cidade pequena, filhos já não moravam mais conosco, eu sentia falta de tudo... Curiosa, já conhecia as salas de bate papo, o Orkut, o Flickr, mas queria um espaço onde pudesse interagir, fazer mais amizades e ver as novidades no artesanato, pelo qual optei depois de alguns anos só estudando e lendo, lendo, lendo... Assim, o blog seria meu companheiro  e o meu  elo com tudo isso. Mas ele foi mais. Sempre gostei muito de escrever e, nos meus momentos de angústia, debrucei-me sobre ele para chorar minhas dores e minha saudade. Nos momentos de alegria, era nele que eu registrava tudo, e nos momentos de criação, ele recebia com prazer os meus novos trabalhos.  Logo no comecinho, porém, percebi que eu não deveria misturar meu artesanato com meus sentimentos. Criei, então, um segundo blog, o palavrArteira , só para derramar minhas palavras: "Palavras soltas, o vento leva. Mas presas, trancadas dentro de mim, de nada servem. Solto-as aqui, então, e deixo que o vento leve e espalhe a palavrArteira por aí."

E, desde então, escrevo, leio, comento, converso, conheço, aprendo, ensino, sonho, viajo, fotografo, decoro, aprecio, vivo, choro, crio, divido,  brinco... E me divirto demais...

terça-feira, 19 de abril de 2011

" A simplicidade de um rei" - Sobre Roberto Carlos - Parabéns, Roberto!!!

Capa interna de um dos LP do Roberto, que eu tenho e guardo  com carinho.
Capas de alguns dos LP que ainda guardo, mesmo que estejam arranhados.
Roberto Carlos vai ser homenageado pela escola de samba Beija-Flor no enredo do carnaval do Rio de Janeiro em 2011. Lendo a reportagem no jornal sobre a escolha do samba que vai embalar o enredo “ A simplicidade de um rei”, comecei a pensar nas músicas que embalaram minha adolescência, minha vida. Por serem os discos do Rei  lançados sempre próximos ao Natal, tudo tinha um significado especial. Porque era mágico associar o Natal, as férias e as músicas do Roberto. E, claro, as paixões juvenis. Num desses natais, terminei um namoro de um ano, que havia começado no carnaval ( época de “Pega no ganzê, pega no ganzá”). Lembro-me que ouvia “Detalhes tão pequenos de nós dois/ são coisas muito grandes pra esquecer...” e chorava, chorava.... Ai como era bom chorar com trilha sonora!!! Ainda mais que a música retratava a paixão que doía no coração...e que durou apenas até o próximo carnaval,claro! E muitas foram as músicas que embalaram as outras paqueras, os outros sonhos, o meu grande amor...”eu tenho tanto pra lhe falar/ mas com palavras não sei dizer/ como é grande o meu amor por você...”.
E a vida segue, a gente cresce e continua apreciando as músicas do Rei. E as lembranças agora são de momentos protagonizados por pessoas queridas. Minha irmã ganhava todos os anos o disco do RC. E a gente perguntava pra Mariana, a netinha dela, qual era o presente da vovó. E ela respondia: “o disco do Bebetus Carlos”. Aquilo , para nós, era o máximo. A gente ria, apertava bastante aquela menininha linda e se deliciava com o momento. Na casa dos meus sogros, Roberto também era presente. O querido vô Alcy amava distribuir os seus presentes antes de todos. E ríamos quando ele dizia: “Adivinhem qual é o presente da Eliana (minha cunhada)...” E nós, rindo demais, em coro: “o disco do Roberto Carlos!”
E por aí continuam as recordações sempre muito especiais e significativas. Mas uma das músicas mexe demais comigo, me faz ter saudade de um tempo que nunca mais vai voltar. Tempo em que havia preocupações, mas a alegria da família unida, dos filhos em casa, da mamãe “chefiando” a turma toda, do meu sogro fazendo feijoada e salada de frutas, especialidades dele que ninguém consegue fazer iguais, nos faziam esquecer dos problemas... Eu ouço “Jovens tarde de domingo” e a saudade bate forte. Eram domingos memoráveis, felizes, alegres, de muita “comeria” como dizia mamãe. De muitas brincadeiras também, de colocar o papo em dia, de planejar os próximos domingos, os próximos aniversários, os próximos encontros... Agradeço, então, a Deus, nesses momentos de saudade. Eu vivi isso, eu posso sentir saudades desse tempo porque eu o vivi! Tive o privilégio e a alegria de ter um convívio maravilhoso com a família, meus filhos curtiram muito cada um desses dias, e a família do meu marido  também amava estar perto. Era um tempo de muita comunhão, essas “jovens tardes de domingo....”
“E hoje os meus domingos são doces recordações...”

Por isso, Roberto , e por tantos outros momentos de outras pessoas, você merece essa homenagem. É apenas uma pequena parte das muitas emoções que você proporcionou a tanta gente. E que o desfile será maravilhoso, tenho certeza, porque ele será acompanhado de sonhos, lembranças de grandes momentos, pequenos ou grandes amores, rápidas ou duradouras paixões ... Cada um de nós que teve sua vida tocada por qualquer uma das suas canções vai acompanhar essa merecida festa com muita alegria.
Que venha o Rei com toda a sua simplicidade! Post originalmente publicado em 24/08/10

REEDITANDO O POST: É com alegria que registro aqui que a escola campeã do carnaval de 2011 é a BEIJA-FLOR, que homenageia esse cantor tão querido. Com a pontuação de 299,8, a escola mostrou que o romantismo ainda vive , homenageando um cantor que faz parte da  história musical do país e da vida de muitos de nós. PARABÉNS, ROBERTO!!!

terça-feira, 8 de março de 2011

"200 anos depois" acontecendo na mídia

200 anos depois - leia mais aqui
Luiz Antonio Duque – Scortecci – Romance ficcional escrito sob o céu amazonense. No fulgor da sua juventude, o autor criou uma estória absolutamente factível. Astronauta é destacado para uma missão especial. Pilotar uma nave com velocidade superior à da luz. Dessa forma ele alcança o plano futuro.Consegue retornar. A partir de então enfrenta uma série de problemas inimagináveis. Tensão, mistério e bastidor militar, permeiam a obra do início ao fim, segurando o leitor.

Quer conhecer um pouquinho da história do livro? No no blog do livro "200 anos depois", você pode ler algumas páginas. Delicie-se!!!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

200 ANOS DEPOIS.... como será?

Lucas, apreciando a noite lá no rancho, vê uma estranha luz descer do céu e é fortemente atraído por ela. Chegando perto, desmaia e , quando acorda, encontra uma caixa metálica com um livro que conta a história de Roland, um astronauta que no ano de 2015 rompe a barreira do tempo e cai 200 anos no futuro.

Lá vivencia um outro mundo e conhece o seu grande amor. Vivem um romance que desafia as leis do tempo e do espaço. Obrigado, porém, a voltar ao ano de 2015, vê sua vida mudar completamente...


Como será o mundo daqui a 200 anos? Como você imagina esse mundo? Mais violento ou mais humano? Mais guerra ou mais justiça? O AMOR será ainda um sentimento valorizado no futuro ou as pessoas não mais se importarão umas com as outras? Luiz Antonio Duque, meu irmão, empresário e escritor, tem a sua versão que divide conosco nessa interessante história que mescla ficção e realidade. Indico o livro porque acompanhei a história nascendo, capítulo a capítulo, tive a alegria de ser uma das primeiras pessoas a lê-lo pronto e gostei do enredo do começo ao fim.
"Você vai viajar junto com o casal do futuro até o Egito antigo, da época dos faraós, e pode mudar seu conceito sobre ET´s e discos voadores. Esta é uma história envolvente, recheada de emoção, aventura, suspense e amor, que vai mexer com a sua cabeça. Você não será mais o mesmo depois de ler...200 anos depois"

Se você gosta de uma boa leitura, não deixe de ler esta obra.

Mais informações aqui ou pelo meu email: veronicaarteira@gmail.com

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Política ou politicalha ?

Em vésperas de eleição, vale registrar aqui excelentes textos sobre o assunto e refletirmos sobre o que estamos presenciando hoje:

Rui Barbosa-Política e politicalha - Escrito no século passado (1917)e super atual.

A política afina o espírito humano, educa os povos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, cria, apura, eleva o merecimento.
Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, entre nós se deu a alcunha de politicagem. Esta palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvida de que rima bem com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor de expressão que os seus consoantes.
Quem lhe dará o batismo adequado?
Politiquice?
Politiquismo?
Politicaria?
Politicalha?
Neste último, sim, o sufixo pejorativo queima como ferrete, e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa.
Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis.
A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou um conjunto de funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.
Trechos escolhidos de Rui Barbosa.Edições de Ouro: Rio de Janeiro, 1964.

Bertold Brecht - O Analfabeto político (não encontrei o ano em que foi escrito, mas nem precisa, o texto é , também, super atual)

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais


Reverndo Luiz Carlos Porto - trecho do texto "Política e politicagem", de 2007

Política é amar pessoas compromissadamente; politicagem é usar pessoas descaradamente; Política é uma missão totalmente divina; politicagem é uma prática genuinamente satânica; Política implica em respeitar, preservar e defender as instituições para que elas alcancem seus objetivos de promover as pessoas; Politicagem implica em manipular as instituições para que sirvam a objetivos corporativos e pessoais; Política é a arte de estabelecer fundamentos para o futuro a fim deque a próxima geração seja beneficiada, celebrando com gratidão a memória dos estadistas do passado; politicagem é o legado imoral recebido por filhos que dizem sem constrangimento: “estamos curtindo o que nossos pais roubaram do povo no passado”.

Ainda dá tempo de avaliar bem o voto! Não percamos o nosso direito de cidadão, que tem no voto o poder de mudar o mundo se quiser.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quem adoece primeiro:O corpo ou a alma?

REcebi este texto da minha amiga querida, Lenir, e divido com vocês.  Vale a pena perder um tempinho e ler com calma.É uma entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética. 10 de março de 2009.

"Quem adoece primeiro: O corpo ou a alma?

A alma não pode adecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende.

Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.

A Saúde e as Emoções
Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?

70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.

Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?

De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?

A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.
Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?

A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?

Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contrato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?

A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo. Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?

Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração.

Que difícil!

Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básicas são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?

Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?

Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que creem que adoecer é fracassar. O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida. Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.

Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústica?

Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias, ou buscando um príncipe azul fora. Só passa a angústia quando entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no “deveria ser”, e não somos nem uma coisa nem outra.  O estresse é outro dos males de nossa época. O estresse vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém.
O estresse destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom estresse é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência.

O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?

A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.

O que é para você a felicidade?

É a essência da vida.É o próprio sentido da vida. Encarnamos para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência.

Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?

Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter.
Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade.
E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?

Temos três ilusões enormes que nos confundem.
Primeiro cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo, cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência. Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
A terceira ilusão é o poder; cremos ter o poder infinito de viver.

E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso?

O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora.
O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há deslocamento, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia.
Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco. Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama.
Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutose já te queimas o dedo. Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor.

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?

Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre.
Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração.
Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é : amar-se a si mesmo e ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás te apegando,estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações. "

Cordiais saudações.

Para pensar: A doença e a simbologia...

A doença e a simbologia...

O diabetes invade quando a solidão dói...
A pressão sobe quando o medo aprisiona...
O peito aperta quando o orgulho escraviza...
O coração enfarta quando chega a ingratidão...
O resfriado escorre quando o corpo não chora...
O corpo engorda quando a insatisfação aperta...
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam...
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas...
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair...
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza...
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável...
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar...
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições...
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade...

Preste atenção...

O plantio é livre, a colheita, obrigatória ...
Preste atenção no que você está plantando, pois será a mesma coisa que irá
colher...

REcebi por email e achei interessante compartilhar

domingo, 8 de agosto de 2010

Sábias palavras: O que fiz hoje pelos outros?

De Martin Luther King

"Cada dia é o dia do julgamento, e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida.


A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo.


Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é:


O que fiz hoje pelos outros?"

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Textos apócrifos na inernet.

Sou completamente apaixonada pela disciplina Crítica Textual, no currículo de Letras, que trata da fidedignidade dos textos publicados. Tive dois mestres espetaculares : Prof. Nilda Cabral (UFF e Liceu Literário Português) e Prof. Maximiano de Carvalho e Silva ( Liceu) que me mostraram o encanto e a importância dessa disciplina na publicação de textos. E recentemente, inadvertidamente, publico aqui um poema como sendo de Fernando Pessoa (Pedras no caminho) . Empolguei-me com a foto que tirei e com as palavras que já conhecia e havia recebido novamente por email, e publiquei sem pesquisar a autoria. Por sorte minha, um jovem blogueiro português , Luís Mendes, leu e me avisou . Além de fazer a correção no próprio post, quis dividir com vocês alguma coisa sobre essa prática, antes restrita às edições e cópias de livros, e hoje muito comum na internet, com os textos literários reproduzidos e repassados incansavelmente através dos emails.
Não vou me estender em explicações, porque já há vários sites comentando sobre isso na internet, então vou deixar uma lista de links aqui para quem quiser conhecer mais sobre o assunto. Vale a pena ler, é muito interessante ver o que fazem com os autores/textos e com as pistas deixadas pelas palavras que provam que o autor indicado não é o que escreveu.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Faxina energética - Estrela Guia

Achei muito interessante este artigo de Flávia Penedo, no site Estrela Guia, e trouxe pra compartilhar com vocês:

Sabe aqueles momentos em que você sente que a sua vida está “emperrada”? Os projetos não se concretizam, ou demoram muito pra acontecer, sua mente fica dispersa, tudo parece que está em suspenso e sensação é de caos total... Em vez de ficar se angustiando, experimente olhar ao seu redor: Você tem acumulado coisas que não usa mais? Seus armários e gavetas estão abarrotados? Sua bolsa está uma bagunça? E sua mesa de trabalho? Pois bem, nada que uma boa faxina não possa resolver! A bagunça e o acúmulo de coisas que não nos servem mais criam sérios obstáculos e impedem que a energia circule adequadamente pelos ambientes. Isso gera confusão, tanto mental quanto emocional, cansaço, falta de foco sobre o que é realmente importante, sensação de nostalgia, melancolia e acaba atraindo atritos e problemas para a vida pessoal e os relacionamentos. Algumas dicas simples podem te ajudar a começar: separe para doação tudo aquilo que você não sua mais, mande consertar o que estiver com defeito e, se houver algum projeto que você tenha iniciado e largado pela metade, como uma blusa de tricô, ou um quadro, por exemplo, comprometa-se a terminar ou jogue fora. Dê atenção especial a documentos, material de trabalho e papéis e só guarde o que for realmente necessário. Na hora em que for mexer nas gavetas, caixas e armários, pode ser que se surpreenda com a quantidade de coisas acumuladas ao longo dos anos: cartas, fotos, recordações de todo tipo. Essa costuma ser a parte mais difícil, porque mexe muito com a nossa memória afetiva. Tente conservar apenas o que você realmente ama e que te faz bem. Não vale à pena guardar coisas que remetem a fases da vida que já não fazem mais sentido, ou que já ficaram irremediavelmente para trás, porque isso acaba criando uma ligação tão poderosa com o passado que nos impede de seguir em frente e atrair novas possibilidades. O mais importante é ter consciência de que o que está fora é uma projeção do que está dentro de nós. Portanto, tudo o que você arruma externamente irá se refletir no seu mundo interior. Ao dedicar uma parte do seu tempo à arrumação da sua casa, aproveite para olhar para sua baguncinha interna e refletir sobre os aspectos que merecem mais atenção e organização. Concentre-se na faxina e vá colocando em ordem seus pensamentos e seu coração, recriando seu espaço interno, jogando fora tudo o que não serve mais, as experiências tristes, coisas que fica remoendo sem necessidade, crenças antigas que não possuem mais um significado real ou construtivo. Ao conseguir se desapegar do excesso você passa a ter mais confiança no futuro e abre espaço para que o novo possa entrar na sua vida. Sua energia se torna mais leve e disponível para que grandes transformações aconteçam. Experimente! Para dar um toque final, prepare um spray com óleos essenciais de eucalipto, hortelã e pimenta. Além de perfumar o ambiente, essa combinação vai promover purificação e zerar as energias antigas, trazendo ainda mais renovação e caminhos abertos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

VALENÇA - CIDADE DA LEITURA

Tenho o privilégio de morar numa cidade pequena, porém aconchegante, com um clima maravilhoso, cercada de pessoas especiais que, a despeito de tudo, correm em busca de projetos para melhorar a cidade. E uma dessas pessoas é Fernando Monção, a quem não conheço pessoalmente, mas cujo trabalho venho acompanhando através do Orkut e , agora, no seu blog "Projeto Livro Sem Fronteiras" . Ele iniciou um interessante Projeto que pretende transformar a cidade de Valença-RJ na Cidade da Leitura.

Para tanto, vem solicitando doações de livros e já conseguiu quase 6000 exemplares vindos de vários cantos do país. Com essa atitude pioneira e com um projeto bastante interessante, já está sendo reconhecido pela mídia. Junto-me a ele para solicitar aos amigos que lerem aqui, que o ajudem a ir ao Programa do Jô, junto com Germano Brito, responsável pelo projeto arquitetônico que colocará a Biblioteca numa árvore do Jardim de baixo. Se quiser colaborar com a campanha de levá-lo ao Programa, acesse Programa do Jô e siga os passos:

Clique em O PROGRAMA,
Clique na primeira janelinha da direita em SUGESTÂO DE PAUTA
Sugira o Fernando Monção e Germano Brito com o assunto: PROJETO LIVRO SEM FRONTEIRAS e cite o BLOG :http://fernandomoncao.blogspot.com/".

Não esqueça de deixar lá o seu email.

Se tiver algum livro que queira doar, entre no blog Projeto Livro Sem Fronteira e informe-se sobre como pode enviar.

Conto com vocês! A boa leitura pode mudar o mundo!

domingo, 18 de outubro de 2009

"Os segredos da mente milionária"

Acabei de comprar esse livro e eo estoua chando muito interessante. Vale a pena ler. Pesquisando na net, achei um artigo sobre o livro, no blog "O segredo da Mente Milionária " e o blogueiro foi perfeito nos comentários e resumo do livro.
Transcrevo aqui:

"Os Segredos da Mente Milionária
ISBN: 8575422391Editora: SextanteAutor: T. Harv Eker

Neste livro, o autor lhe convida a rever o seu “modelo financeiro”. Ele diz com todas as letras que se você está lendo este livro é porque seu modelo financeiro não está funcionando muito bem, não é verdade?

O autor mostra as diferenças de pensamento e atitudes entre as pessoas ricas e as pessoas pobres. Baseado nessas atitudes você poderá pensar em deixar de ser uma pessoa com “potencial” para se tornar uma pessoa milionária de verdade.

O livro é dividido em 2 partes. Na primeira, você aprende porque age do jeito que age em relação ao dinheiro. Na segunda, ele examina as diferenças entre o modo de pensar dos ricos e dos pobres, além de lhe indicar 17 atitudes para virar o jogo.
Segundo o autor, este livro é mais sobre “desaprender” do que aprender. Ele irá lhe mostrar que a forma que pensa atualmente, tudo o que você “já sabe”, é o principal obstáculo para o seu sucesso financeiro.
Parte I
Você vai descobrir aqui que sua riqueza cresce à medida em que você cresce. Verá que algumas pessoas não tem capacidade interna para lidar com grande fortuna e sucesso.
Um bom exemplo são as pessoas que ganham na loteria: invariavelmente elas voltam ao seu estado financeiro anterior, ou seja, voltam a ter a quantidade de dinheiro que conseguem lidar com facilidade.
Por outro lado, as pessoas que enriquecem por méritos próprios, ao perderem sua fortuna não demoram muito tempo para recuperá-la. Por que Donald Trump quebrou e conseguiu fazer uma fortuna ainda maior do que tinha? Por que o “termostato financeiro” dele está programado parar produzir bilhões e não centena de dólares!
Tudo gira em função da forma como você está programado para agir.
Outro ponto abordado é necessidade de cuidar das raízes para se alterar os frutos de uma árvore.
Não adianta você focar nos resultados ruins se os seus resultados são produzidos por uma forma incorreta de pensar e agir . Para se alterar o que está visível você deve antes modificar o que está invisível!
Você deve parar de tentar modificar um fruto que já nasceu, pois é impossível. Ao contrário, deve pensar em modifcar os que irão nascer. Você deve entender que vive em um mundo de causa e efeito. Que o seu mundo interior cria o seu mundo exterior.
Você descobrirá como se formou o seu modelo de dinheiro. Seu modelo financeiro consiste numa combinação de seus pensamentos, sentimentos e atitudes em relação ao dinheiro.
Normalmente o modelo é constituído das informações que você recebeu no passado, principalmente quando era criança. Pais, irmãos e amigos estão entre as principais fontes de informação para a formação do seu modelo financeiro. Caso estas pessoas não tenham uma boa relação com o dinheiro, provavelmente você também não terá.
Você pode encarar que é ensinado a lidar com dinheiro. Nomalmente sua forma de lidar com dinheiro se baseia no seguinte modelo:
Pensamento - Sentimento - Ações = Resultados
Após ler o livro, sua nova programação conduzirá a um novo pensamento, que produz um novo sentimento, que te faz agir de uma nova forma e a obter novos resultados, de acordo com o novo modelo:
Programação - Pensamento - Sentimento - Ações = Resultados
Mas de onde vem o seu modelo financeiro? Basicamente existem 3 influências:
1 - Programação verbal
O que você ouvia sobre dinheiro ou pessoas ricas quando era criança? Você ouvia alguma dessas frases? “Os ricos são gananciosos”, “Poupe para os dias ruins”, “O dinheiro causa discórdia”. Provavelmente sim.
Parte do seu problema pode estar aí. No fato de que todas as coisas que você ouviu sobre dinheiro eram ruins. E elas permanacem no seu inconsiente.
Basicamente funciona assim: se você acha que os ricos são desonestos ou mesmos filhos da puta, você vai querer ser igual a eles? Você vai querer ser um filho da puta?
Outro problema que acontece também diz respeito às emoções. Caso seu pai ache que os ricos são desonestos, você “não vai querer” ser rico para não desapontá-lo. Você continuará “pobre e honesto” e obterá a aprovação dele.
Quando o seu subconsiente tem de optar entre decisões lógicas(ser rico) e emocionais(aprovação do pai), normalmente as emoções vencem.
Você aprenderá como lidar com isso e mudar suas atitudes para não se sentir culpado de ser rico.
2 - Exemplos
Como se comportavam seus pais ou responsáveis em questões de dinheiro quando você era criança? Cuidavam bem ou mal das finanças? Eram gastadores ou econômicos? Tinham dinheiro sempre ou esporadicamente?
Por que essas perguntas? Porque “macaco vê, macaco faz”. Ou se preferir: “O fruto não cai longe da árvore”.
Se os pais tinham dificuldades, ou lidavam mal com o dinheiro, provavelmente o mesmo acontecerá com você. Inicialmente, são estas experiências que estão programadas em você, e que conduziram aos seus pensamentos, sentimentos, ações e resultados.
Também há o outro lado da moeda, dependendo do quanto você se irritava com as atitudes de seus pais. Se eles economizaram muito e nunca lhe compraram as roupas da moda, talvez você, em um ato de rebeldia e raiva, torne-se um consumidor compulsivo.
O que você precisa descobrir é a verdadeira razão pela qual você quer ficar rico. Caso seja baseada em medo, raiva ou necessidade de provar algo, o dinheiro não lhe trará felicidade e você acabará se livrando dele por pensar que ele é o motivo da sua angústia.
O dinheiro não acaba com o medo ou com a raiva. O dinheiro potencializa aquilo que você é e sente.
3 - Episódios específicos
Que experiências você teve com dinheiro, riquezas ou pessoas ricas no passado? Elas podem ter moldado suas crenças - ou ilusões - que hoje governam a sua vida.
Um exemplo do autor, é que sua mulher, quando criança sempre pedia dinheiro a sua mãe para comprar sorvete. Sua mãe sempre dizia que não tinha e que deveria pedir ao pai. O pai lhe dava o dinheiro e ela comprava o sorvete, feliz da vida.
Acontece que isso “ensinou” duas coisas para ela: que os homens é que têm dinheiro e que as mulheres nunca o tem!
Daí quando ela se casou, passou a pedir dinheiro para seu marido… E houveram vários problemas, já que ele pensava a longo prazo e ela era imediatista.
Embora as estatísticas mostrem que o dinheiro é principal razão para os divórcios, podemos ver acima que é o modelo de dinheiro que gera o conflito.
O que você precisa descobrir é o que está programado no seu modelo financeiro. Você está programado para o sucesso, mediocridade ou fracasso financeiro?
Você está programado para ter uma renda alta, média ou baixa? O seu condicionamento financeiro o leva a escolher investimentos de sucesso ou a entrar em roubadas?
O que você precisa fazer é estar disposto a reconsiderar e a reaprender algumas coisas. Você precisa ser honesto consigo e mudar o que identificar ser necessário.
Para isso você precisará desenvolver 3 coisas: Conscientização, Entendimento e Dissociação.
Parte II
Nesta parte, o autor lhe explica como condicionar sua mente a produzir pensamentos alinhados com o seu objetivo de enriquecer. Por meio da “instalação de 17 arquivos da riqueza”, você poderá entender o que está errado na sua forma de pensar.
Você entenderá que sempre que seu cérebro precisa tomar uma decisão, ele recorre aos “arquivos” existentes na sua mente. Quando se trata de dinheiro, ele procura os “arquivos” com a etiqueta “dinheiro” e toma as decisões com base nele.
O problema, e aí mora a armadilha, é que este arquivo pode conter informações incorretas ou desfavoráveis em termos financeiros, e uma decisão que para você parece lógica, plausível, pode ser um verdadeiro desastre financeiro.
Você notará que a princípio o seu cérebro está preparado para sobreviver e não prosperar.
Arquivo de riqueza nº 1 - As pessoas ricas acreditam na seguinte idéia: “Eu crio minha própria vida”. As pessoas de mentalidade pobre acreditam na seguinte idéia: “Na minha vida as coisas acontecem”.
Você precisa estar consciente de que você faz suas escolhas e estas escolhas lhe conduzem por um caminho. Não adianta jogar na loteria e esperar a riqueza cair no seu colo.
Normalmente as pessoas pobres fazem o papel de vítima e por isso atraem mais coisas ruins para elas.
Normalmente as pessoas pobres sempre tentam jogar nos outros a culpa pelo próprio fracasso. Colocam a culpa na economia, nos amigos, nos pais ou em qualquer outra pessoa, menos nelas próprias.
Outra característica é a desculpa. Normalmente dizem frases como: “O dinheiro não é importante para mim”. Se você dissesse isso para um amigo, sócio ou qualquer outra pessoa você acha que esta pessoa ficaria com você? Não? Nem o dinheiro.
A terceira características dos pensamentos que te levaram a sua pífia situação financeira é viver reclamando de tudo. Há uma lei universal que diz que o que focalizamos se expande, e ao reclamar você está sempre colocando o foco nas coisas que deram errado na sua vida.
Arquivo de riqueza nº 2 - As pessoas ricas entram no jogo do dinheiro para ganhar. As pessoas de mentalidade pobre entram no jogo do dinheiro para não perder.
As pessoas pobres jogam o jogo do dinheiro, pensando na sobrevivência, na segurança. Seu único objetivo é pagar as contas em dia.
Ora, se o seu objetivo é ter o dinheiro para pagar as contas, é isso que terá. Aprenda a mirar alto e nunca mais terá que escolher um prato no restaurante olhando a coluna da direita.
Arquivo de riqueza nº 3 - As pessoas ricas assumem o compromisso de serem ricas. As pessoas de mentalidade pobre gostariam de ser ricas.
Quase todas as pessoas ao serem perguntadas se desejariam ser ricas responderiam um sonoro sim. Mas a grande maioria dessas pessoas possuem conflitos internos e enxergam algumas desvantagens em serem ricas, como por exemplo: “Vou cair na faixa mais alta do imposto de renda e dar mais dinheiro ao governo”, “Nunca vou saber se as pessoas gostam de mim ou do meu dinheiro”, “Eu poderia ser roubado”, e por aí vai…
Esses conflitos confundem o “universo” que por meio da “lei da atração” tenta atender aos seus desejos. Mas quando você não sabe o que deseja, fica realmente complicado de atender.
O principal motivo que impede as pessoas de serem ricas é não saber o que querem.
Para se tornar rico, você precisa evoluir em três estágios: querer, escolher e comprometer-se.
O último com certeza é o mais importante. Significa fazer qualquer coisa, legal, moral ou ética, incondicionalmente para se tornar rico. Significa trabalhar 16 horas por dia, ou sacrificar os fins de semana, ou sacrificar os hobbies.
Você apostaria a sua vida que fará fortuna em 10 anos? Não?! Então você não está comprometido.
Arquivo de riqueza nº 4 - As pessoas ricas pensam grande. As pessoas de mentalidade pobre pensam pequeno.
Você quer ter uma loja de sucesso ou cem? Como quer jogar o jogo? A maioria das pessoas preferem pensar pequeno devido ao medo ou por não se julgarem merecedoras do sucesso.
Você precisa estar ciente que para se tornar rico verdadeiramente, você precisa agregar valor à vida das outras pessoas, resolver os problemas delas. Esta é a definição de empresário: uma pessoa que lucra resolvendo o problema das outras.
Assim sendo, você prefere resolver o problema de um pessoa ou várias? Prefiriria salvar a vida de uma ou várias pessoas? Você deve utilizar o seu dom para ajudar quantas pessoas forem possíveis, ficando mais rico nos planos mental, emocional, espiritual e por fim financeiro.
Lembre-se: Sua riqueza cresce à medida em que você cresce!
Arquivo de riqueza nº 5 - As pessoas ricas focalizam oportunidades. As pessoas de mentalidade pobre focalizam obstáculos.
O copo está meio cheio ou meio vazio? Não é apenas uma questão de pensamento positivo. É uma questão de visão espiritual do mundo.
Enquanto os ricos enxergam a remuneração, os pobres enxergam o risco. Enquanto os ricos enxergam o potencial de crescimento, os pobres enxergam o potencial de perda.
Os pobres normamente pensam: “Isso não vai dar certo”. As pessoas de classe média avançam um pouco e pensam: “Espero que dê certo”. Já as pessoas ricas, por assumirem o controle de suas vidas, pensam: “Vai dar certo, porque eu farei com quê dê certo”.
Outra característica dos pobres, é ficar se preparando eternamente. Isso não passa de desculpas para não correr riscos. Enquanto os pobres ficam marcando o passo, os ricos entram, ganham dinheiro e saem da jogada.
Correr riscos não significa estar disposto a perder, mas implica em tentar. Tomar uma atitude.
A sorte talvez exista, mas ela só pode te ajudar se você começar algo. Talvez você compre uma casa e daqui a 5 anos ela valha 10 vezes mais. Mas isso só pode acontecer se você comprar a maldita casa!
Os ricos sabem que não é possível prever tudo antecipadamente, por isso se preparam o melhor possível no menor tempo possível. Depois vão se ajustando de acordo com os acontecimentos. Esta é a estratégia do “preparar, fogo, apontar”.
Você precisa tomar alguma atitude, iniciar algo para que possa receber algo em troca. Os pobres, ao contrários dos ricos, ficam apenas no “preparar”.




Arquivo de riqueza nº 6 - As pessoas ricas admiram os outros indivíduos ricos e bem-sucedidos. As pessoas de mentalidade pobre guardam ressentimento de quem é rico e bem-sucedido.
Os pobres, frequentemente, costumam olhar para o sucesso alheio com ressentimento. Frases como “que sorte eles têm” ou “os ricos ficam com todo o dinheiro e por isso não sobra nenhum para mim” são suas favoritas.
Você precisa ter em mente que suas opiniões não fazem nenhuma diferença para a felicidade ou riqueza das outras pessoas. Mas faz toda a diferença para a sua!
Se você parar para pensar, uma pessoa, para ser rica, precisar ter se desenvolvido em vários aspectos: precisa ser confiável, focado, persistente, comunicador e inteligente, pelo menos.
Você faria negócios com uma pessoa que não fosse confiável? E se você tivesse boas idéias e não conseguisse transmití-las? Acho que você entendeu o que eu quis dizer no parágrafo acima.
Basicamente, você nunca se tornará o que repudia. Se você acha que os ricos são filhos da puta, você vai querer ser rico? Você precisa abençoar tudo o que deseja ter, e assim empregar pensamentos e energias positivas em sua vida.
Arquivo de riqueza nº 7 - As pessoas ricas buscam a companhia de indivíduos positivos e bem-sucedidos. As pessoas de mentalidade pobre buscam a companhia de indivíduos negativos e fracassados.
As pessoas ricas admiram outras pessoas pessoas ricas e se sentem gratas por ter em quem se espelhar. Sabem que se conseguirem seguir as mesmas estratégias poderão alcançar resultados idênticos. As pessoas de mentalidade pobre, ao ver o sucesso de alguém costumam julgar ou criticar.
Sempre que você for apresentado a alguém rico tente conhecer esta pessoa e entender como ela pensa e age.
Caso você conviva com pessoas negativas, não desperdice sua energia tentando mudá-las. Apenas siga seu caminho e talvez ao verem seu sucesso estas pessoas se sintam motivadas a seguir o mesmo caminho. Embora seja mais difícil ter atitudes positivas estando cercado de pessoas negativas, esta será a sua prova, e a cada objeção você poderá lembrar de como é desagradável agir negativamente, e seguirá adiante.
As pessoas ricas não entram nos clubes de golf apenas para jogar golf. Entram para ficar próximas a outras pessoas que pensam da mesma forma. Eles sabem que a energia é contagiosa e ficar próximo a uma pessoa negativa pode ser desastroso. Você abraçaria alguém com conjuntivite?
As pessoas de mentalidade pobre preferem se associar aos fracassados pois não se sentem confortáveis com o sucesso dos outros. Isso acontece porque elas pensam que não seriam capazes de fazer igual. Você precisa entender que um milionário não é diferente de você (a não ser na forma de pensar) e passar a admirá-los ao invés de criticá-los e conhecê-los ao invés de evitá-los.
Agindo assim, você se tornará um deles.
Arquivo de riqueza nº 8 - As pessoas ricas gostam de se promover. As pessoas de mentalidade pobre não apreciam vendas nem autopromoção.
As pessoas costumam ter problemas com vendas e autopromoção por 4 motivos:
Talvez, no passado, alguém tenha lhe tentado vender algo e tenha forçado a barra, lhe aborrecido. Isso é passado. Esqueça;
Talvez, também no passado, você tenha tentado vender algo a alguém que não estava interessado e por isso você tem medo do fracasso hoje. Também é passado. Esqueça;
Talvez, você tenha sido ensinado que vender seu próprio peixe é errado. Ledo engando. Se você não o fizer, quem o fará?
Você se julga acima da autopromoção. Talvez você pense que o mundo tem que descobrí-lo porque você é bom ou tem um bom produto. Seu futuro é negro.
As pessoas ricas se dispõem a exaltar suas virtudes a quem quiser ouvir. Sabem como vender suas idéias e colocá-las em embalagens atraentes. Exatamente como as mulheres ao se maquiarem.
Para ser capaz de inspirar, convencer e motivar, você precisa se vender. Duvidar da autopromoção significa, no fundo, duvidar da sua capacidade ou da qualidade do seu produto. Se você realmente acredita em algo, venda-o. Divulgue-o. Principalmente se for você.
Arquivo de riqueza nº 9 - As pessoas ricas são maiores do que os seus problemas. As pessoas de mentalidade pobre são menores do que os seus problemas.
Enriquecer não é um passeio no bosque. É um trabalho árduo. A grande maioria das pessoas não deseja realmente enriquecer pois não querem atritos ou “complicações” adicionais.
A ironia é que, ao evitarem os problemas essas pessoas não crescem, encontram outros problemas e se sentem fracassadas.
Os problemas existirão seja você rico ou pobre. Cabe à você encará-los e crescer diante deles. A questão nunca é realmente o tamanho do problema, é o seu tamanho! Seu mundo exterior reflete o seu mundo interior.
Isso nos faz lembrar algo que já discutimos antes: os ricos focam os resultados, os pobres os problemas. Lembre-se: sua riqueza cresce à medida em que você cresce! O objetivo é evoluir pessoalmente até ser capaz de superar quaisquer obstáculos que estejam entre você e o sucesso financeiro.
Ah, e da próxima vez que encontrar um “grande” problema, aponte o seu indicador para você mesmo e diga: Pequeno, pequeno, pequeno.
Arquivo de riqueza nº 10 - As pessoas ricas são excelentes recebedoras. As pessoas de mentalidade pobre são péssimas recebedoras.
As pessoas têm dificuldades em receber, na maioria dos casos, por não se julgarem merecedoras. Essa baixa autoestima vem, em parte, de um condicionamento que adquirimos ao ouvir 10 “não” para cada “sim”, ou 5 “está errado” para cada “está certo”.
Acontece que essa história de merecedor ou não merecedor não passa de história da sua própria cabeça. Nada tem valor a não ser aquilo que você atribui valor.
Deus não fica rotulando as pessoas com “merecedor” ou “não merecedor”. Se você acha que é merecedor, então é. Se acha que não é, então não é. A escolha é sua!
Outro engano comum é pensar que dar é melhor que receber, por isso você prefere não receber. O que é melhor: quente ou frio? Dar e receber são duas faces da mesma moeda. Para que haja um doador é preciso que haja um recebedor.
Como você sentiria se tentasse doar algo e a pessoa não recebesse? Ficara mal, não é? Na prática, quando não recebemos estamos “roubando” quem nos doaria.
Para piorar, ao não receber você “treina” o universo a não lhe dar, e sua parte vai para quem quer que seja. É por isso que os ricos ficam cada vez mais ricos: eles aceitam receber.
Você precisa ser grato sempre que receber algo e ainda passará a receber mais amor, paz e felicidade além do dinheiro.
Arquivo de riqueza nº 11 - As pessoas ricas preferem ser remuneradas por seus resultados. As pessoas de mentalidade pobre preferem ser remuneradas pelo tempo que despendem.
Não há nada de errado em ter um contra-cheques “estável” em algum boa empresa, exatamente como seus pais sugeriram. O grande problema é que ele interfere na capacidade de você ganhar o que merece.
As pessoas de mentalidade pobre precisam da segurança de saber que receberão um valor fixo todo mês. O que elas não percebem é que este “seguro vitalício” tem um preço: a riqueza.
Isso acontece devido a falta de confiança da pessoa nos resultados que ela é capaz de produzir.
Os ricos preferem ser remunerados por seus resultados. Normalmente ganham por comissão. Preferem ações ou participação nos resultados ao invés de altos salários.
Isso acontecem porque os ricos acreditam em si no valor que podem agregar ao mundo.
Seu tempo é limitado e, vinculando seus rendimentos ao seu tempo, automaticamente você estará limitando os seus rendimentos.
Caso queira ficar realmente rico abra mão do conforto e das garantias e vincule seus rendimentos aos resultados.
Arquivo de riqueza nº 12 - As pessoas ricas pensam: “Posso ter duas coisas”. As pessoas de mentalidade pobre pensam: “Posso ter uma coisa ou outra”.
Você quer ter uma carreira de sucesso ou ter mais tempo para família? Quer ter dinheiro ou uma vida com sentido? Por viverem em um universo de limitações as pessoas de mentalidade pobre sempre escolhem uma coisa ou outra.
As pessoas ricas, ao contrário, sabem que com alguma criatividade e esforço podem ter as duas coisas se realmente for o que desejam.
Normalmente as pessoas de mentalidade pobre, por viverem em um mundo escolhas, optam pela família e amigos ao invés do dinheiro. Este conceito é errado e devido a isso elas passam por dificuldades.
Essas pessoas julgam o dinheiro menos importante do que as outras coisas que escolheram. O que é mais importante: seu braço ou sua perna? Ora, amigos, família e dinheiro têm, cada um, o seu lugar.
Você precisa entender que o dinheiro é o lubrificante que lhe permite deslizar pela vida ao invés de se arrastar por ela. Ele torna a sua vida mais fácil.
A partir de agora, sempre que encontrar-se em uma situação do tipo “uma coisa ou outra”, pense e se realmente desejar ambas dê um jeito de conseguí-las.
Arquivo de riqueza nº 13 - As pessoas ricas focalizam o seu patrimônio líquido. As pessoas de mentalidade pobre focalizam o seu rendimento mensal.
A verdadeira medida de riqueza é o patrimônio líquido, e não o rendimento mensal. Uma pessoa que possui bens pode, se quiser, convertê-los em dinheiro. Uma pessoa que recebe um salário não necessariamente possui algum dinheiro.
Para se construir um patrimônio líquido substancial são necessário 4 itens:
Rendimentos;
Poupança;
Investimentos;
Simplificação
Os rendimentos podem ser ativos ou passivos. Rendimentos ativos são provenientes do seu salário, ou, caso você tenha colocado em prática o arquivo nº 11, dos resultados que você produz.
Rendimentos passivos são rendimentos que você recebe sem se esforçar ativamente, como os juros de uma aplicação, por exemplo.
A poupança é um outro ponto importante, pois se você gastar todo o dinheiro que ganha não chegará muito longe.
Depois de poupar algum dinheiro, você deve se preocupar em investir. Pessoas de mentalidade pobre acha que isso é coisa de rico e nunca aprendem a respeito. Por isso estão sempre pobres.
Os investimentos são importantes pois fazem seu dinheiro crescer mais rapidamente.
O quarto item, a simplificação, é importante pois lhe permite criar um padrão confortável de vida sem desperdícios. Ajustando suas despesas você terá mais dinheiro para poupar e investir, aumentando seu patrimônio líquido.
Os ricos têm consciência que precisam se concentrar nesses quatro fatores para fazer e manter sua fortuna.
Pense como eles a partir de agora. Construa um patrimônio líquido e monitore-o periodicamente.
O que você focalilza se expande!
Arquivo de riqueza nº 14 - As pessoas ricas administram bem o seu dinheiro. As pessoas de mentalidade pobre administram mal o seu dinheiro.
O que distingue o sucesso do fracasso financeiro é a capacidade que a pessoa tem de administrar o seu próprio dinheiro. E nisso os ricos agem de forma bem positiva.
As pessoas de mentalidade pobre ignoram completamente este assunto por achar que isso lhes tira a liberdade(dinheiro é para gastar mesmo) ou porque acham que têm pouco dinheiro para administrar. Ora, você acha que faz sentido um gordo dizer que vai começar a fazer exercício depois de perder 20 kgs?
Você nunca terá mais até provar que é capaz de lidar com o que já possui. Portanto, aprenda a administrar o pouco dinheiro que você tem antes de pensar em gerir uma fortuna.
Somos seres de hábito e o hábito de administrar o dinheiro é mais importante do que a quantidade que você possui.
O autor sugere que para administrar seu dinheiro de maneira eficiente você crie várias “contas” com finalidades específicas.
Você deve ter uma “conta da liberdade financeira”, na qual deverá depositar 10% de todo o capital que você receber, já descontado os impostos. Esse dinheiro nunca será gasto!Terá o objetivo de ser empregado apenas para gerar rendimentos passivos e será sua galina dos ovos de ouro.
Uma outra “conta” que você deve ter é a “conta da diversão”. Nesta conta você também colocaria 10% de sua renda, mas com o intuito único de gastá-lo, obrigatoriamente, todo mês.
Parece estranho, mas você precisa satisfazer o seu lado lógico e o seu lado espiritual para equilibrar a balança. Por isso, utilize esse dinheiro para se sentir rico, entrando no restaurante mais requintado da cidade ou alugando um carro para o fim de semana.
Esta conta também o ajudará a fortalecer o seu lado recebedor, que já discutimos antes.
As outras contas sugeridas são:
Conta de poupança e despezas de longo prazo, recebendo também 10% de sua renda;
Conta da instrução financeira, com também 10%. Eu penso que poderia ser a conta da instrução, não necessariamente a financeira;
Conta das necessidades básicas, com 50%;
e por fim, a conta das doações, com os 10% restantes.
Você não precisa de um salário exorbitante para enriquecer. Tudo que precisa é controlar bem o seu dinheiro.
Arquivo de riqueza nº 15 - As pessoas ricas põem o seu dinheiro para dar duro para elas. As pessoas de mentalidade pobre dão duro pelo seu dinheiro.
Você pode pensar que precisa trabalhar duro para ganhar o seu dinheiro. Isso não passa de besteira. Isso se deve a um condicionamento incorreto que você recebeu.
Você acha que o autor está louco? Olhe o mundo real! Bilhões de pessoas dão duro todos os dias e não são ricas.
Não estou dizendo que você não deve trabalhar. Estou dizendo que você deve trocar o trabalho duro pelo trabalho inteligente.
Os ricos trabalham, ou já trabalharam duro, mas eles encaram isso como uma situação temporária, só até eles poderem colocar o dinheiro para trabalhar para eles.
Você precisa entender, que o objetivo do jogo do dinheiro é conseguir o manter o padrão de vida que você quiser, sem precisar trabalhar para mantê-lo.
Você deve conseguir um rendimento passivo que pague o seu estilo de vida para ficar financeiramente livre. Você pode fazer isso investindo o dinheiro ou criando um negócio que funcione sem a sua presença direta.
Lembre-se: a idéia é que o seu dinheiro trabalhe em seu lugar!
O grande problema é que você não está condicionado a pensar em rendimento passivo. Você ainda acha que precisa trabalhar dinheiro.
Você precisa encontrar uma forma de gerar rendimentos passivos se quiser enriquecer. Você pode fazer isso gastando menos ou ganhando mais. Ninguém te obriga a ter o carro que você tem ou comer onde voce come, não é?
Você também precisa aprender a comprar ativos ao invés de passivos. Pessoas ricas colecionam imóveis e propriedades. As pessoas de mentalidade pobre colecionam contas a pagar.
Os ricos consideram cada real uma semente que pode ser plantada para gerar outros cem.
Arquivo de riqueza nº 16 - As pessoas ricas agem apesar do medo. As pessoas de mentalidade pobre deixam-se paralisar pelo medo.
Apenas pensar, visualizar e se inspirar não o tornará rico. Os resultados(riquezas) são parte do mundo exterior ao passo que os sentimentos são do mundo interior.
A ação é a ponte entre os dois mundos.
Acontece que por medo, dúvida ou algo do gênero, deixamos de executar as ações necessárias para ficarmos ricos. Claro, isso só acontece com as pessoas de mentalidade pobre.
Um grande erro que você pode cometer é esperar que a sensação de medo desapareça para começar a agir. Você deve aprender a domar o medo e agir mesmo que ele ainda esteja presente.
Outra coisa que você deve aprender é sair e conviver fora de sua área de conforto. Sua área de conforto é onde você está hoje. Você ganha R$ 1.000,00 por mês e nunca comprou imóveis? Compre um. Nunca aplicou em ações? Aplique.
Você precisa fazer isso se quiser crescer. O caminho para ganhar R$ 1.000,00 por mês já foi desbravado por você, já é praticamente uma rodovia. Você já sabe o que fazer para chegar até aqui. Mas e o caminho para ganhar R$ 1.000.000, 00 por mês? Este ainda precisa ser desbravado.
A grande incoerência é que sair de sua área de conforto aumenta sua zona de conforto. Explico: suponha que você lute karatê e seja o melhor lutador da rua. Um dia você vai até a próxima rua e vence o melhor de lá. Depois vence o melhor do bairro e no fim acaba como melhor da cidade. Pronto, agora você pode ir onde quiser sem temer ninguém. Viu? Sair da zona de conforto aumenta a zona de conforto.
Nossa mente é uma romancista e normalmente se baseia em dramas e desastres para criar histórias que nunca acontecerão. “Já tive milhares de problemas em minha vida, a maioria dos quais nunca ocorreram de fato”, disse Mark Twain.
Arquivo de riqueza nº 17 - As pessoas ricas aprendem e se aprimoram o tempo todo. As pessoas de mentalidade pobre acreditam que já sabem tudo.
As trê palavras mais perigosas que você ponunciar são: eu já sei. A menos que você tenha a vivência em algo, você pode ter ouvido falar, lido ou comentado a respeito, mas não sabe.
O grande erro das pessoas de mentalidade pobre é acharem que sabem tudo e estarem sempre tentando provar que estão certas. Você precisa passar de “sabe tudo” para “aprende tudo” se quiser ser rico.
O seu jeito de fazer as coisas você já conheçe, já sabe. E se continuar fazendo assim sempre, conseguirá sempre os mesmos resultados: a pindaíba em que se encontra agora. Viu? Você prefere estar certo(fazer do seu jeito) ou estar rico?
Abra sua mente e tente aprender algo novo sempre. É isso que os ricos fazem.
O sucesso é algo que se aprende. Se você quiser ser um jogador de golf poderá aprender. Se quiser ser um pianista, também. Ficar rico não é diferente. Você pode aprender da mesma forma.
Você precisa também procurar desenvolver a si mesmo, afinal você é a raiz e a sua riqueza os frutos. Este é o meio mais fácil para ficar e se manter rico.
Enquanto você for uma pessoa de grau 5, oterá resultados grau 5. A partir do momento que se tornar uma pessoa grau 10, obterá resultados grau 10.
A questão principal não é ganhar apenas dinheiro. Você precisa crescer internamente para comportar sua riqueza. Precisa ser bem sucedido por dentro e por fora.
Você precisa perceber que o seu desempenho afeta o seu retorno financeiro. Quanto melhor se sair, mais ganhará. Por isso você precisa estar disposto a sempre aprender coisas novas, como por exemplo, fazendo um curso.
Sempre que precisar de conselhos ou instrução procure alguém que está onde você desejaria estar, nunca alguém que está abaixo de você. Se você fosse ao Everest contrataria um guia que nunca tivesse chegado ao topo?
Portanto pare de achar que já sabe e procure aprender. E se você acha o custo da educação alto, experimente o da ignorância
Conclusão
Pessoal, este foi um livro que não me arrependo de ter comprado. Quem me recomendou foi o meu amigo Sergio Gonçalves.
Lendo este livro pude perceber vários dos erros que cometo e também as inúmeras desculpas esfarrapadas que uso como justificativa para atos igualmente fracassados.
O autor é bem direto e diz “na lata” quando você é ignorante, mesquinho ou medroso. Ele realmente lhe faz avaliar suas atitudes.
Recomendo que comprem e leiam este livro. Há muito mais do que eu coloquei aqui, podem acreditar. Para mim foi uma grande experiência de crescimento pessoal.
Fiquem à vontade para adicionar comentários, críticas ou sugestões ao livro ou ao resumo que fiz. O retorno é bastante importante pois pretendo publicar resumos como este periodicamente.
Abraço. "

O livro tem um bom preço e vale cada centavo. Compre e aprenda a mudar pensamentos que herdamos e que, às vezes, atravancam anossa vida.


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Dicas para viver melhor

Poder apreciar o belo, por exemplo, torna a vida um pouco melhor.

Praia de Icaraí-Niterói/RJ, foto tirada pelo meu irmão Chico.

Minha mãe sempre comprava a folhinha do Coração de Jesus e adorava ler as mensagens que destacava diariamente. Fiquei anos sem ver esse calendário, mas minha querida amiga Aninha me presenteou com um em 2009 e, de vez em quando, leio as folhinhas que destaco. A do dia 14 de maio trouxe no verso essas dicas e eu as divido com você:


DICAS PARA VIVER MELHOR

-Abrir espaço para novas idéias
-Aprender a conviver com a diferença
-Aceitar as limitações e as características de cada idade, valorizando o que elas têm de melhor
-Cuidar da saúde em todos os seus aspectos
-Fazer sempre o melhor que puder, dentro daquilo que é possível fazer
-Estar aberto às mudanças
-Viver o momento presente, pois a vida é a soma de momentos.E como dizem alguns: "A vida é curta, curta a vida."
-Procure ter momentos de oração ou faça de sua vida uma oração: silencie e converse consigo e com Deus.

Leia, reflita e faça bom proveito!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Nem tudo está perdido: Aprendendo a meditar.

Complementando meu post anterior sobre esse nosso tempo sem tempo, reproduzo aqui partes de um artigo do site Brahma Kumaris, no qual a autora , apresenta o passo a passo da meditação para recuperarmos o equilíbrio tão necessário :

"Pessoas extremamente ocupadas aprendem a meditar.
por BK Sister Jayanti

Mais pessoas estão vivendo, mas menos estão escolhendo viver na passagem rápida. A necessidade de recuperar o equilíbrio, encontrar paz interior e recarregar o poder espiritual pode ser satisfeita por algumas formas de meditação diária. Sister Jayanti, uma pessoa extremamente ocupada, da sua maneira, apresenta o passo a passo da meditação e as formas através das quais a meditação pode ajudar a remover o estresse dos negócios.
(...)
O fato de meu próprio ser interno ser de paz também significa que tenho poder interior. Sou capaz de encontrar minha própria força interior. Nós usamos bastante essa expressão 'empoderamento', e o poder não pode vir, para mim, de ninguém mais de fora, mas o empoderamento que vem de dentro, significa que é uma força que permanece comigo para sempre. Para onde quer que eu vá, o que quer que eu faça, esse poder é o que eu carrego dentro de meu próprio ser.

Vamos experimentar alguns minutos nos quais usaremos esse conceito, para que vocês possam, verdadeiramente, ver por si próprios como ele trabalha.

Sente-se tranqüilamente, simplesmente deixando o corpo relaxado, de preferência com ambos os pés no chão e suas mãos cruzadas tranqüilamente. Deixe que sua respiração torne-se natural e lenta. Você pode manter seus olhos abertos. (Na verdade, é preferível fazer isso, para que essa consciência torne-se um estado de consciência natural para você.)

Eu me concentro no interior e observo o que está acontecendo em meu mundo interior. Eu vejo muitos pensamentos tremeluzindo na tela da minha mente e, conscientemente, posso escolher quais pensamentos terei.

Escolho o pensamento da paz.

Visualizo um ponto de luz e, nessa consciência de paz, sei que isso é o que eu sou.

Eu sou um ser de luz.

Eu sou um ser de paz.

Meus pensamentos desaceleram e saboreio a beleza da paz interior, conforme meu mundo interior é preenchido de paz.

Eu também sou preenchido com luz.

Eu posso sentir as nuvens da confusão recuando e, conforme essa luz torna-se brilhante, posso sentir meu próprio poder interior crescendo.

Meu próprio ser é luz, é poder, é paz.

Tendo me esquecido de mim mesmo, esqueci-me dessas minhas qualidades originais e naturais e, agora que sei quem sou, todas essas qualidades, naturalmente, pertencem a mim novamente e, nessa consciência, eu irradio luz, paz e poder. E, agora, deixo que meus pensamentos retornem para a percepção do corpo físico que ocupo e as situações na vida em que me encontro hoje, mas, agora, retorno com uma visão transformada, com uma atitude que é muito diferente.
Voltando para casa com essa consciência de eu, a alma, o mestre desse instrumento físico, esse meu precioso corpo, sei agora o que tenho de transmitir através de meus olhos, através de meus lábios, através de minhas ações, sei a direção na qual tenho de me mover. Minha visão dos outros também foi transformada. Eu não os coloco mais em caixas. Sou capaz de vê-los como seres exteriores, como almas. Ainda continuo com essas coisas que preciso fazer, mas, agora, tendo criado aquele mundo eterno e original, também, há clareza na maneira como penso; há entendimento e empatia na forma como me comporto com outros; há poder em minhas ações, de forma que minhas ações levam a conclusões corretas; e resultados positivos surgem em minha vida e, também, na vida dos outros ao meu redor.

Eu comparo isso com o estado em que estava antes, um estado de caos e confusão interior, e tão pouca reflexão sobre a existência de caos e confusão no mundo ao meu redor. Gerenciar a mim mesmo significa saber que sou o criador do meu próprio mundo interior. Sou capaz de ser o criador do mundo ao meu redor. Gerenciar a mim mesmo significa encontrar minha própria dignidade, encontrar meu próprio estado de auto-respeito, de modo que sou capaz de permanecer, independentemente, sobre meus próprios pés. Nós nos cercamos com tantos suportes diferentes e somos incapazes de nos orientar sem esses suportes. Mas agora que sei quem sou, carrego meu próprio estado de auto-estima e, é claro, quando valorizo a mim mesma, valorizo os outros ao meu redor. Em um estado de auto-respeito, aquele respeito se estende para outros. Gerenciar a mim mesma significa que sou capaz de me mover com estabilidade, em que trago paz para o mundo de caos ao meu redor. A paz que tenho significa que posso começar a criar um pequeno oásis de paz ao meu redor. A luz que eu tenho significa que a ilusão e escuridão não mais me tocam. O poder que eu tenho significa que posso, verdadeiramente, estar livre.

Om Shanti. Om significa “eu sou”, shanti significa “paz”. Posso retornar a essa consciência a qualquer momento e, novamente, ser um mestre de mim mesmo.

Sister Jayanti é a coordenadora da Brahma Kumaris em Londres. Esse artigo, originalmente publicado pela BK Publications (www.bkpublications.com) na Retreat Magazine #10, é um extrato de sua apresentação de abertura numa série de apresentações em áudio entitulada Meditação para Pessoas Extremamente Ocupadas. "

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Angústia contemporânea" - Não estou sozinha...

Há tempos venho me questionando sobre esse sentimento de culpa quando me dou o direito de ficar à toa, escrever, ler, resolver desafios de sudoku, sentar e apreciar meu quintal... Penso que tenho tanta coisa pra fazer que esse tempo de "ócio" não é possível. Mesmo quando entro aqui e fico lendo artigos interessantes, me cobro por não estar trabalhando no meu ateliê. Muitas vezes, coloco o link no favoritos e decido ler numa outra hora, mas fico com a sensação de que estou perdendo alguma coisa. O jornal de domingo rola durante a semana, até que eu encontre um tempo pra ler as partes que me interessam, antes que o do próximo domingo venha se juntar a ele. Vivo numa briga cruel entre querer fazer tudo ao mesmo tempo e sentir que não é possível fazê-lo. E isso gera insatisfação, angústia...
Questionei-me , por diversas vezes, se isso é algo inerente a mim, ávida por informações e por querer dar conta de tudo ao meu redor, ou se é um "mal do século". Mas encontrei outras pessoas com a mesma sensação e, no domingo retrasado, 26 de abril, a Revista O Globo, que acompanha o jornal, trouxe uma reportagem que me chamou atenção:Tempo, tempo, tempo. Como era muito grande, mais de 3 páginas, fiquei andando com ela pra lá e pra cá nesses dias todos. Hoje resolvi ler na íntegra. O artigo trata exatamente dessa falta de tempo, dessa correria alucinada , da quantidade de informações que surgem a cada segundo e da qual não damos conta e que resulta numa "angústia contemporânea" (eu chamo de "angústia coletiva").
SEgundo a autora, Karla Moreira, baseada no pensamento de Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a "solução estaria na capacidade de parar para refletir." Pois nós só assimilamos as informações, não damos conta e não refletimos mais sobre nada. Ela traça um paralelo entre conhecimento explícito ("informação pura e simples") e conhecimento tácito ("aquele que só o indivíduo pode fazer"), numa comparação interessante com uma receita de bolo: "não dá para apenas saber a receita do bolo. É preciso desenvolver a habilidade de fazer o bolo ficar gostoso." Karla cita Marcos Cavalcanti, matemático e pesquisador da COPPE/UFRJ:
"- Não adianta só ter informação. Um computador manipula melhor do que qualquer ser humano o conhecimento explícito. O que o computador não sabe é se está faltando uma pitada de sal para reaçar o doce do bolo. E esse tipo de conhecimento só é gerado com reflexão, concentração, investimento pessoal. " E ele continua: "- Aí entra a questão do tempo. Em vez de correr para não perder nada, o ideal nesse momento é consumir pouca informação e parar para pensar. As pessoas que desenvolverem a capacidade de gerar conhecimento tácito estarão bem no futuro, valorizadas, insubstituíveis. A sociedade da informação está migrando para a sociedade do conhecimento. Isso é um fato. O frenesi de informações causa angústia, insatisfação, ansiedade e nenhum conteúdo. O que está faltando na vida das pessoas é espaço, é se dar um tempo."

O artigo todo é muito bom, deve ser lido na íntegra. E é um bom assunto para discussões infindáveis, porque é necessário repensar tudo, ou estaremos fadados a nos consumir dia após dia por essa angústia de querer tudo ao mesmo tempo agora.É o preço da "Modernidade líquida", como denomina Bauman?

REgistro aqui a entrevista de Bauman, com a qual ela fecha o artigo:

"Zigmunt Bauman: 'Estamos constantemente correndo atrás. O que ninguém sabe é correndo atrás de quê'
Publicada em 26/04/2009 às 11h21mKarla Monteiro no O Globo
RIO - Professor emérito das universidades de Leeds e de Varsóvia, 83 anos, autor de best-sellers como "O mal-estar da pós-modernidade", "Modernidade líquida" e "Amor líquido", o sociólogo polonês Zigmunt Bauman é um ferrenho analista das consequências sociais do que conhecemos como progresso. Nesta entrevista por email, ele discorreu sobre a correria do nosso tempo com o seu jeito claro, objetivo e muito particular.
O GLOBO: O que mudou na nossa percepção do tempo com o avanço das tecnologias de comunicação? Por que andamos com tanta pressa?
ZIGMUNT BAUMAN: Na sociedade contemporânea, somos treinados desde a infância a viver com pressa. O mundo, como somos induzidos a acreditar, tornou-se um contêiner sem fundo de coisas a serem consumidas e aproveitadas. A arte de viver consiste em esticar o tempo além do limite para encaixar a maior quantidade possível de sensações excitantes no nosso dia-a-dia. Essas sensações vêm e vão. E desaparecem tão rapidamente quanto emergem, seguidas sempre de novas sensações a se perseguir. A pressa - e o vazio - é fruto disso, das oportunidades que não podemos perder. Elas são infinitas se acreditamos nelas.
O GLOBO: Como chegamos a esse ponto de estresse e, talvez, cegueira?
ZIGMUNT BAUMAN: Cegueira? Depende de como você olha para o comportamento atual. Muitas pessoas, especialmente os jovens que nunca viram outras formas de viver, diriam que eles mantêm os olhos e os ouvidos muito abertos, e estão muito mais alertas e vigilantes do que os mais velhos, que viveram épocas menos frenéticas. Eles diriam mais: que estando tão alertas, e rapidamente pegando no ar as possibilidades, eles são os sábios, os que sabem viver a sua época. Esse ritmo é o ritmo do tempo que habitam, um tempo que abortou o que eu chamaria de tempo livre, o tempo não preenchido com o consumo de imagens, sons, gostos e sensações táteis. Somos dependentes dos estímulos externos: as mensagens que chegam no celular, o iPod, as conversas pela internet. A alternativa para o tempo não preenchido com esses estímulos não é mais vista como tempo de reflexão, de auto-questionamento, de conversa consigo mesmo, mas de tédio. Nós somos seres que se escoram no que vem de fora. Perdemos a capacidade de nos auto-estimular. Estar sozinho - a liberdade de gastar o tempo com nossos próprios pensamentos, perseguida e sonhada por nossos ancestrais - é identificado hoje com solidão, com abandono, com a sensação de não pertencer. No MySpace, no Facebook ou no Twitter, o ser humano enfim conseguiu abolir a solidão, o olho no olho consigo mesmo.
O GLOBO: O que o senhor apontaria como o epicentro da aceleração que tornou o mundo tão rápido e tão raso ao mesmo tempo?
ZIGMUNT BAUMAN: A sociedade pegou a estrada de uma vida orientada somente pelo consumo. O ser humano autossuficiente e satisfeito nas suas necessidades materiais ou espirituais perdeu o jogo para o mercado. Qualquer caminho que satisfaça os desejos e que não esteja ligado a compras e lucros é amaldiçoado. Vivemos o tempo do conecta e desconecta.
O GLOBO: Quando visitamos lugares como o Tibete temos a impressão de que eles vivem outro tempo, que têm um relógio diferente do nosso. Quem está mais próximo do tempo real, os tibetanos ou os nova-iorquinos, por exemplo?
ZIGMUNT BAUMAN:O tempo jorra em todos os lugares. E nós envelhecemos no Tibete ou em Nova York. Mas a experiência da passagem do tempo nós organizamos de maneira diferente, dependendo da sociedade em que estamos inseridos. Na maior parte da história da Humanidade, tínhamos basicamente duas formas de organização: o tempo cíclico, que se repete dia após dia, ano após ano, vivido pelas sociedades agrárias, como o Tibete. E o tempo linear, que marcha, move em direção ao futuro, dominante nas sociedades industriais e que expressa essa ideia de modernidade, progresso. O que estamos percebendo em Nova York - ou no Rio - é uma terceira e relativamente nova organização do tempo, que ganha terreno no que eu chamo de modernidade líquida: uma forma de vivenciar a passagem do tempo que não é nem cíclica e nem linear, um tempo sem seta, sem direção, dissipado numa infinidade de momentos, cada um deles episódico, fechado e curto, apenas frouxamente conectado com o momento anterior ou o seguinte, numa sucessão caótica. As oportunidades são imprevisíveis e incontroláveis. Então a vigilância sem trégua parece imprescindível. Esse tempo da modernidade líquida gera ansiedade e a sensação de ter perdido algo. Não importa o quanto tentamos, nunca estaremos em dia com o que aparentemente nos é oferecido. Vivemos um tempo em que estamos constantemente correndo atrás. O que ninguém sabe é correndo atrás de quê. "
Pois é, não estou sozinha...
Uma correção: No artigo o nome do grande pensador está com i - Zigmunt, mas no livro dele, que eu tenho - O Mal-estar da pós-modernidade, da Zahar, consta y-Zygmunt. Eis um assunto interessante para estudiosos da Crítica TExtual.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Consumo consciente

Encontrei um texto muito interessante e informativo sobre consumo, no blog Socito, que vale a pena ser lido na íntegra. Trasncrevo aqui uma lista de coisas que podemos fazer para adquirirmos hábitos mais sustentáveis:

"Em que você pode ajudar?
- Passe algumas das horas que gastaria nas compras visitando pessoas queridas, que você viu pouco no ano.


- Planeje os gastos, estipule um limite de despesas e não saia dele. Se comprar a crédito, atenção aos juros. Faça prestações que caibam no orçamento.


- Escolha presentes alternativos, reciclados, produzidos artesanalmente, de pouco impacto ambiental e feitos para durar.


- Dê presentes simbólicos: um texto escrito por você ou do qual goste; uma canção que marcou o ano, uma entrada para visitar uma exposição.


- Reflita antes de comprar: o presente é realmente do gosto do presenteado? É um gesto de real amizade ou apenas um "genérico"?


- Doe o que você não usa, proporcionando uma vida melhor a quem precisa.


- Diminua o uso de embalagens, preferindo as que possam ser reutilizadas.

- Recicle e dê cara nova a tudo o que for possível.

- Não compre produtos piratas ou contrabandeados, que contribuem com o crime organizado.

- Use luzes de baixo consumo.

- Compre o necessário: evite exagero de alimentos e bebidas. Se possível, escolha alimentos orgânicos e locais.

- Opte por comprar produtos de empresas social e ambientalmente mais responsáveis. "
Natália Viana.

Mude, lute por seu ambiente. Não é difícil e o nosso ambiente agradece!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dia Mundial da Terra

Hoje, 22 de abril, Dia Mundial da Terra, registro 10 pequenas atitudes, retiradas da Revista Personare, para incentivar o consumo consciente nas crianças:

"1-Leve as crianças à feira e ao mercado e deixe-as “explorar” as frutas, verduras e legumes. Inventem receitas juntos, usando os alimentos que escolheram.
2 -Sempre que possível, dê preferência a roupas e brinquedos ecológicos para as crianças. Lembre que seus filhos e sobrinhos serão os consumidores do futuro.
3- Combine troca-troca de roupas com amigos que possuem filhos em idades próximas. O que não serve mais para vocês pode ser muito útil para outros. Estimule a criança, ao ganhar um brinquedo de presente, a escolher um que não brinque mais para doar a quem precisa.
4 -Façam passeios a bosques, florestas, praias. Deixe os pequenos andarem descalços, tocarem as árvores, respirarem o ar puro. Compartilhem as sensações.
5 No momento do banho, feche a torneira enquanto ensaboa a criança. Faça o mesmo quando es-tiver escovando os dentes e incentive-a a imitar você.
6 -Lembre que mesmo em stand-by os aparelhos consomem energia. Ensine os pequenos a desligarem a TV ou o DVD quando não forem mais assistir. Dê o exemplo: não deixe vários eletrônicos ligados ao mesmo tempo.
7- Mantenha em seu carro ou bolsa uma embalagem para colocar o lixo. Ensine a criança a colocar o lixo nos coletores de reciclagem, separando orgânicos, metais, plásticos e papéis.
8- Sempre que puder, ao sair de casa, lembre de levar sua própria sacola, dessas de pano. Assim você evita usar sacolas plásticas.
9 -Pense duas vezes antes de imprimir alguma coisa. Ensine as crianças a usarem os dois lados da folha ao desenhar. Também vale fazer bloquinhos para reaproveitar o verso de papéis usados. 10-Combine com outros pais um rodízio para buscar as crianças na escola. Nos finais de semana, faça caminhadas ou passeios de bicicleta com os pequenos. "
Eles são o futuro. Então, tudo que pudermos fazer para ensiná-los a respeitar e cuidar do mundo em que vivemos, reverterá em benefício para todos nós. Pensemos nisso!!!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ativando a memória - SUDOKU

Eu via esse joguinho nas revistas e jornais, tinha muita curiosidade para saber como era, mas não tinha paciência para jogar. Até que um dia, sucumbi. Fiz o primeiro, fácil, percebi que era uma brincadeira boa demais pra distrair e ativar a memória e fui caçando revistas onde houvesse um passatempo desse. Claro que fui fisgada rapidinho pelo quebra-cabeças e, agora, já virou mania. Não resisto e jogo sempre que posso. Mas não gosto do joguinho pela net, prefiro papel e caneta. E o melhor de tudo é saber que jogos que estimulam a atividade cerebral podem deixar o cérebro mais jovem, como faz o sudoku, que exige concentração, memória e raciocínio lógico. É bom demais!!! Tenho revistas em todo canto da casa, já com a caneta presa nelas para, no momento em que tiver um tempinho, jogar. Quem quiser se informar mais, leia
aqui. Se quiser jogar online, entre aqui. Tenham certeza, é diversão garantida e com benefícios extras - utilizar e desenvolver:

". a percepção visual;

• a memória visual e a memória para outros tipos de dados;

• o poder de concentração;

• a capacidade de elaborar mecanismos para solucionar problemas simulados e problemas do cotidiano;

• a capacidade de tratar a informação;

• o raciocínio com o uso de conectivos lógicos. "

Fonte: Fatos e Ângulos