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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Turismo em Valença - Culinária Regional - Fazenda Santo Inácio




Estamos (eu e meu marido) fazendo turismo na nossa região e procurando conhecer lugares diferentes para visitar e comer. Registrarei nossas descobertas aqui no blog. No domingo passado, 31/05, fomos almoçar na Fazenda Santo Inácio, em Rio das Flores. A comida, a sobremesa, a conversa e a companhia foram tão boas, que esqueci de fotografar a cozinha. Mas não tem problema, no site deles é possível ver tudo. Passamos horas bastante agradáveis, horas mesmo, porque chegamos lá pouco mais de meio dia e saímos perto das quatro da tarde. Culpa dos proprietários, Vera e Celso, que são muito simpáticos e nos deixam à vontade mesmo. Assim que chegamos, Ana Célia, filha deles, ofereceu-me , além do sorriso, um suco de couve. Não torça o nariz. Eu nunca havia experimentado e resolvi fazê-lo ali. Que boa surpresa: o suco foi feito com couve, hortelã e capim limão. Geladinho, o sabor estava ótimo, vou fazer em casa, com certeza. Esperamos um pouco até o almoço ficar pronto e ficamos papeando e conhecendo a sede da fazenda nesse período. De repente uma sirene avisa que o almoço está servido. Que som maravilhoso!!! Nós nos servimos na cozinha, as comidas estavam em cima do fogão à lenha e, em outra mesa, saladas. Tempero caseiro, saboroso, com direito à repeteco, claro. Mas sem abusar demais, para poder desfrutar da sobremesa: doces caseiros!
Vale conhecer, com certeza!
Contato:(024)2458-1307
Funciona aos domingos, mas, se marcar com antecedência, atende qualquer outro dia da semana.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Eliane SONHA!


Eliane SONHA

Estava tomando banho (o chuveiro é o meu melhor ouvinte e o melhor terapeuta que pode haver) e pensando na Eliane. Hoje ela veio fazer uma limpeza aqui em casa e toda vez que a vejo fico pensando em como posso fazer algo para mudar a sua vida. Ontem postei sobre a palestra do Mário Sérgio e escrevi sobre "ajudar o próximo e solidariedade", caminhos para aumentar nossas bênçãos. E pensei: O que posso fazer pela Eliane? Eu a conheci há muitos anos, quando meus filhos eram pequenos e ela vinha me ajudar de vez em quando. Sempre muito interessada por tudo, prestava bastante atenção ao mundo a sua volta. Era jovem, devia ter 20 anos ou pouco mais, tinha parado de estudar para ajudar a mãe, mas não tinha desistido de aprender. Os livros de inglês, fitas, disquinhos das aulas dos meninos, sempre iam parar nas mãos dela quando já na serviam mais pra eles, mesmo depois que ela saiu daqui. E ela ia aprendendo inglês, assim, sozinha! Lembro-me de, quando fui a Nova York, pegar todos os folders, jornais, revistas e propagandas que encontrei pra trazer pra ela, porque era a linguagem da atualidade, que despertaria mais a sua atenção e seria mais fácil ainda para continuar seu aprendizado. Há poucos meses, quando fui a Natal, trouxe-lhe as revistas que estavam no avião, porque tinham texto em inglês e português. E guardo para ela revistas, livros variados e tudo o que pode saciar sua sede de conhecimento. Sua casa é humilde, simples, nem sei como ela guarda tanta coisa, mas leva pra lá tudo que lhe interessa.
Porque estou contando tudo isso? Porque Eliane, hoje com mais de 40 anos, sonha. E muito! E alto! E escreve...adora escrever, inventar histórias. Já fez até um livrinho infantil com ilustrações suas, inclusive. E Eliane sonha mesmo alto: quer escrever, andar de avião, conhecer Nova York, aprender informática, estar com Bono Vox. Não sabe quem ele é? Pergunte pra ela, sabe tudo sobre ele e o U2. Ah, curte Phill Collins também! E contou-me hoje que James Blunt, cantor inglês, é de família que serve à Rainha. Como vou saber isso??? Outro detalhe: assiste aos filmes em inglês para treinar seu ouvido, coisa que eu, formada em inglês, não faço. Voltou a estudar, está no segundo grau e só tira boas notas. Em todas as disciplinas. Morre de vergonha quando o professor comenta seu trabalho, sua prova, sua nota em sala de aula. Tudo bem, muita gente volta a estudar com mais idade e se dedica, porque percebe que está ali para aprender, não para passar de ano, cumprir aquela função rápido e partir para outra, como fazemos quando adolescentes. Mas Eliane vai além, ela quer realmente aprender e entender tudo, não faz nada apenas como tarefa de escola. Ela se informa a fundo, na forma como ela pode.
Pois é, ela é mesmo uma figurinha curiosa. Muito simples, acredita nas pessoas e se estrepa, às vezes. Até na frente de juiz já foi parar porque confiou numa prima que, enquanto vivia a vida, deixou seus filhos pra Eliane criar. Prima que, um belo dia foi ao fórum dizer que ela, Eliane, não queria devolver suas crianças. Ela sofreu horrores por ter de se explicar perante autoridades e mais ainda por ter de se afastar das crianças que tanto amava, mas conseguiu sobreviver bravamente. E hoje já consegue falar sobre o assunto sem sofrer demais. Virou a página. Isso ela sabe fazer, porque escreve, e vira páginas e páginas com suas histórias. Escreve à noite, porque, durante o dia, tem de trabalhar de alguma forma para ajudar a colocar comida em casa. Depois que Dona Porcina (existiu mesmo uma Porcina, não é só na novela!), sua mãe, morreu, sua vida mudou ainda mais. Única mulher dentro de uma casa cheia de homens, já ajudava a mãe na lavagem de roupas, mas depois, a responsabilidade passou a ser dela: cuidava da casa, da comida e ainda tinha de ajudar nas compras e tentar comprar algo pra si . Pobre, negra, magra, mignon, não lhe sobrava muita coisa. Nem mesmo um grande amor teve tempo de viver. Mas ainda sonha com isso. E escreve, continua virando as páginas... e as noites... Não tem computador, está juntando um trocado pra comprar um . Na escola, disseram que os alunos iam ganhar um notebook. Ela está esperando, mas sem muita esperança. Será que um dia chega? Assim, quando quer alguma coisa digitada, pede que façam pra ela. Quando posso, digito, quando não, corrijo o que está digitado. Agora, por exemplo, vai mandar seus textos para um concurso para autores de teatro. Emprestei livros que tinham linguagem teatral, pesquisei na internet, tudo para ela passar um dos seus textos para essa linguagem, exigência do concurso. Assim, aprendeu mais uma forma de escrever. É uma empreitada difícil, porque os que concorrem às vagas já são pessoas do meio, de alguma forma. Ou vivem na cidade grande, ou tem mais condições, mais leitura. Mas ela não desiste, vai enviar seu texto mesmo assim. Um dia eles vão resultar em alguma coisa. Ou são eles que estão direcionando a vida da Eliane pra algum caminho especial? Que ela está perseguindo, sem pausa pra meditação. Já escreveu para o programa do Luciano Huck, do Gugu, pede a reforma da casa, um computador, formas de melhorar seu ambiente pra poder escrever com mais tranqüilidade. Viver com mais tranqüilidade, isso sim. Mas não tem resposta. Nada! Em casa, quase não fala, conversa mesmo é com seus cachorros. Seus irmãos não a entendem, nem seu pai, porque Eliane sonha. E sonhos não são feitos para qualquer um, devem pensar eles. Inclusive o pai. Então, ela pouco fala. Mas aqui, conversa bastante. Ri, conta suas histórias, divide seus sonhos comigo. E é por isso que estou aqui, escrevendo. Preciso de ajuda. Não de reforma da casa dela ou outra coisa. Preciso de orientação, idéia, no sentido de saber como ajudar a Eliane . Fico no pé dela para não parar de estudar, incentivo pra pensar numa faculdade. Mas.... O que posso fazer por ela? Qual o caminho? Que direção tomo? Onde procuro? Onde vou? A quem recorro? A quem mostro seus escritos? Sua linguagem é simples, suas histórias mesclam ficção com realidade, fruto de tudo que lê. Mas não devem ficar guardados dentro de velhas pastas, manuscritos, se estão doidos para tomar vida e sair por aí, como sua criadora. Muitas vezes penso se não estou ajudando a criar falsas esperanças no seu coração, quando incentivo, dou força, oriento no que posso. Ao mesmo tempo, pondero: tudo que ela aprendeu e ainda aprende, tudo que escreve, deve ter algum propósito neste mundo. Qual?
Bem, como dizia minha sábia mãe, “quem não arrisca, não petisca.” Acho que estou agindo certo e escrevo aqui na esperança de que alguém me dê uma luz, me mostre algum caminho, seja solidário comigo, ao menos.

Chove chuva, chove sem parar..




E as flores agradecem!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Viajando com os filhos...


Vivi dois momentos mágicos numa só semana. E foram momentos díspares. Viajei em dias diferentes com cada um dos filhos e, durante o trajeto, não pude me furtar a fazer comparações. Na viagem com o caçula, do Rio para casa, o papo rolava sobre mil assuntos, ao som de Lenny Kravitz, Beagles, Dido. E eu ali, orgulhosa e feliz, certa do dever cumprido ao ver o filho no seu carro, dirigindo tranqüilo, de bem com a vida e com a cabeça cheia de sonhos. Sonhos, alguns, que também me acompanharam naquela mesma idade, mas que não pude realizar. Cantarolávamos, conversávamos um pouquinho e, às vezes, o silêncio mostrava que estávamos “viajando” por mundos só nossos. Foi a nossa primeira viagem longa sozinhos. E foi muito bom: a mãe chata, que morria de medo de ver um de seus pimpolhos na estrada, estava ali feliz, confiante, sem uma apreensão sequer.
Numa viagem mais curta, de casa para Vassouras, tive a alegria de estar com o filhote mais velho. Alegre, bonachão, em perfeita sintonia com a paisagem rural que nos cercava, ouvindo , acreditem, Sérgio Reis, Tião Carreiro e Pardinho... E nós dois, entre conversas e risos, cantávamos um trechinho das músicas. Aí me pus a pensar: como podia, filhos vindos da mesma barriga, criados na mesma casa serem tão diferentes? Tão únicos e tão maravilhosos!!! Lembrei-me do comentário de uma amiga psicóloga que os conhece desde pequenos, de que eu era uma mãe feliz porque havia possibilitado aos dois serem o que gostariam de ser, sem impor padrões, e cada um procurando caminhos diametralmente opostos.
Um, futuro executivo na cidade grande; outro, futuro veterinário em terras caipiras. Felizes, de bem com a vida, lutando por seus ideais, cada um à sua maneira. Um mais ousado, outro mais lento, ambos respeitando seu ritmo interno e as oportunidades que chegam. E volto a outra comparação que me encanta, enche meu coração de uma alegria ímpar. Ao vê-los chegarem, um do trabalho, o outro do estágio, surpreendo-me sempre. Enquanto um chega do escritório na metrópole, elegante nos seus 1,95 m, muitas vezes de terno e gravata, sério, compenetrado, mas muito feliz, o outro volta do hospital veterinário com um uniforme cáqui, enorme, comportando seus 120 kg, botas plásticas, todo sujo, cheirando a pasto, animal, e com uma alegria que não cabe em si.
Um conta das grandes empresas que fizeram alguma transação no escritório; o outro mostra, no braço, até onde foi o toque na vaca... E eu fico ali, com o pensamento longe, lembrando dos meus bebês que acompanhei dia-a-dia, sempre pedindo a Deus que os orientasse na vida, que os fizesse encontrar o seu caminho...
Acho que consegui.... e eles também....


Obs: Texto escrito em 2002 . De lá pra cá, muita coisa mudou, mas eles continuam fazendo o que gostam e me enchendo de alegria. Olho para eles , orgulhosa, e digo: Fui eu que fiz!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Tome posse de suas bençãos" - Palestra

Para mim, poder apreciar as cores da natureza já é uma enorme benção!!!

No sábado, 16 de maio, fui assistir a uma palestra do Psicólogo Transpessoal, Pedagogo, Escritor, Mário Sérgio F. da Rocha, na Casa Léa Pentagna, em Valença, onde acontecia a Feira de Cultura Alternativa. O tema era “Tome posse de suas bênçãos”. A palestra do Mário Sérgio é sempre interessante porque ele tem uma linguagem muito direta e simples que nos passa a mensagem naturalmente. Segundo ele, o essencial para tomarmos posse de nossas bênçãos, é praticarmos o amor ao próximo, o voluntariado, a solidariedade, coisas que andam tão esquecidas ultimamente. E que isso é certo. Nossas atitudes é que nos possibilitam conseguirmos nossas bençãos. Não é necessário praticar atos mirabolantes: se doarmos uma cesta básica para uma família por mês, já estamos aumentando nossas bênçãos. Ou, se tirarmos uma hora por semana para nos dedicarmos a algum projeto social, a visitar um hospital, ser voluntário do CVV, entre tantas possibilidades, podemos ter um retorno inesperado na nossa vida. Penso que a primeira benção é o prazer e a emoção que uma atitude desta nos traz. Sentir que você foi útil, que possibilitou melhorar a qualidade de vida de alguém, traz um sentimento muito bom. Que tal começar agora? Olhe a sua volta, pode ter alguém precisando apenas de um abraço ou de um ouvido pra desabafar suas dores. E você pode fazer isso... E ainda recebe bençãos!!!